terça-feira, 19 de maio de 2015

Música no Paraíso - O universo musical e cultural da Igreja Cristã ao longo de 2000 anos


Um programa radiofónico de Pedro Miguel Nunes na Antena 2.

Uma viagem iniciática pela história da Música da Igreja Cristã, que começa na Alta Idade Média, até aos nossos dias. Um programa que pretende fazer uma viagem musical e espiritual pela música cristã, aproximando-nos através da música daquilo que se entende ser a visão do Paraíso.

A música sacra, no sentido estrito do termo, refere-se à música erudita de tradição religiosa judaico-cristã. Esta expressão foi usada pela primeira vez na Idade Média aquando da teorização musical e da vontade de separar a música do culto divino da música profana.

Hoje, é difícil compreendermos o impacto que a música sacra tinha antigamente nas populações, no decorrer do culto divino. Isto, porque, hoje em dia, facilmente temos acesso a gravações, e somos bombardeados a toda a hora com música proveniente de registos de CD, da rádio, da televisão, de instrumentos informáticos, e das telecomunicações. No entanto, esta democratização da música e êste acesso generalizado apenas foi possível a partir do século XX, com o registo sonoro.

Até então, o ser humano apenas podia ouvir música realizada na hora, fosse em contexto profano, palaciano, ou mesmo em contexto sacro. As pessoas entravam nas igrejas, e através da música viajavam para outros universos, aproximavam-se das entidades divinas - Cristo, Nossa Senhora, os Mártires e os Santos - e concebiam a sua existência post mortem numa ideia de Paraíso onde viviam eternamente, na companhia dos Santos e a ouvirem os córos celestes com agradáveis melodias a cantar e a louvar a magnificência de Deus.

Um agradecimento especial à Ana Sofia pela divulgação deste curso.
A negrito os meus episódios preferidos:
  1. A música bizantina: psaltês, íson, terirem
  2. O canto gregoriano
  3. A Ars antiqua e a Ars nova
  4. O canto monástico de Ildegarda de Bingem: espiritualidade musical
  5. A música cristã renascentista
  6. Palestrina, Allegri e a nova música católica
  7. O barroco
  8. Bach e a instituição de uma nova música
  9. A música cristã e o iluminismo
  10. O romantismo cristão (Nota: neste episódio o apresentador diz que a Missa Requiem possui Glória, o que é todavia errado, quer consideremos o hino Gloria in excelsis, ausente desta Missa assim como o Credo, quer consideremos os versículos Gloria Patri etc. no fim do intróito e da comunhão, os quais nesta Missa são substituídos pelo texto Requiem etc.; neste aspecto não há qualquer diferença entre os ritos anteriores ao Concílio Vaticano II e a liturgia reformada.)
  11. A música ortodoxa russa: apostolado musical
  12. O gospel
  13. A música sacra no pós-modernismo

domingo, 17 de maio de 2015

Assim na Liturgia como no Folclore



Faço minhas as ideias que o sr. Desidério Afonso expôs no documentário dedicado à Música d'«O Pôvo que Ainda Canta» no Alto Minho, transmitido pela Rádio-Televisão Portuguesa em 9 de Abril de 2015.

Eis alguns trechos desta valorosa defesa patrimonial e resgate etnomusical, que aqui vou comentando em jeito de aplicação à música litúrgica.
As concertinas doutros tempos nom tinham nada a ver com estas, nem estas vozes; mas tão-bem houve uma degradação das vozes porque as vozes femininas e masculinas dos anos 50 eram muito superiores às que encontramos hoje, sem dúvida. (...) Aquelas vozes, de pessoas que já faleceram na maioria (ainda existe talvez duas ou três), aquelas vozes são autêntico ouro. (...) E para isso basta ver os discos que foram gravados na altura, e até o rancho de Dem em 50 e até 56 grava, digamos... é o ouro: 'tá ali ouro, é autêntico ouro.
Na Igreja frequentam a Missa tantos fiéis capacitados para a arte musical, tantos cantores, instrumentistas de teclado e de orquesra, maestros e até compositores, e o que faz a Igreja com este "ouro"? Pede-lhes que dignifiquem o culto divino e edifiquem o próximo com a sua arte? Não: para certos pastores, isso seria falta de humildade, porque para êstes humildade é delegar o ministério musical nos mais incompetentes, nos mais novos de idade, nos mais recentes na fé. Resultado: perdem-se os grandes porque se calam, perdem-se os pequenos porque não aprendem a calar-se, e perdem-se os ouvintes, que ficam mal servidos.
O Homem de Mello, um dia (eu penso que estávamos em 1975, salvo erro, 74 ou 75), o Homem de Melo convida-me para ir a Sã'João d'Arga. Chegados lá, ele disse-me que aquilo não era o Sã' João d'Arga, o Sã' João nom tinha nada disto!
Dá vontade de dizer o mesmo de muita música que se canta nas igrejas: a Missa não é nada disto!
O Sã' João tinha era concertinas, ferrinhos, cavaquinhos, barguesas. (...) Depois veio os altifalantes e estragaram um bocadinho porque já as concertinas tocavam menos. E ele disse-me «Olhe, isto alterou: estão os altifalantes sempre a tocar, é uma barulheira constante, e tal (...) E então ele dirigiu-se à cabine de som, e comprou, salvo erro, ele deu dois contos e meio por uma hora ou hora e meia de discos, e o sr. pergunta-lhe: "Escolha então os discos". E ele diz: "Não, nom escolho nada, nom quero disco nenhum, o sr. tem o dinheiro e agora nesse período de uma hora ou hora e meia, que o senhor considerar que este dinheiro dá para discos, o senhor não põe nada a tocar. E portanto há um silêncio cá fora, porque acaba a música.
Oxalá houvesse esta coragem nas nossas igrejas: calar o ruído para poder ouvir a Deus. Quantos de nós não experimentámos já maior paz e fruto espiritual duma Missa ferial dita sem música, do que da Missa do Domingo cantada e com todas as distracções? O canto gregoriano consegue ser ao mesmo tempo música e silêncio: é música que cria silêncio, e silêncio onde se ouve a Palavra de Deus.
'Tava tudo a mijar fora do penico, parou a música! - Exactamente! - Respeito toda a gente, mas também gosto de ser respeitado. 'Tamos numa brincadeira, numa festa, vamos começar a tocar, uns de cada vez, aqueles que cantarem, e as pessoas 'tão a cantare, as outras escutam e respeitam. Não é estar a cantar aqui, e de repente passa para acolá. Não, sr.! Isso eu não aceito. Se as coisas estão assim, parou a música, parou a festa.
E quando há este silêncio, criado pela verdadeira música sacra, as pessoas unem-se à oração do côro, idealmente sabendo o Texto que eles estão a cantar, mas mesmo não o sabendo algum grau de união com o sentimento evocado por aquela melodia existe sempre com o canto gregoriano. Participação activa.
Tentámos saber se existia por ali uma concertina, mas foi difícil, embora encontrássemos o Vilarinho de Cobas, que tinha uma motorizada, e tinha um caixote e tinha uma concertina. (...) Mas de imediato a Comissão de Festas tentou saber o que é que se passaba, e portanto anulou todo este programa, isto é fez debolber o dinheiro ao Homem de Melo, e novamente os altifalantes.
Há sempre resistência.
E foi a partir daí que ele criticou e comecei eu a, na comunicação social, principalmente no jornal de Caminhense... Passado um ano (não posso precisar quando) o Padre Coutinho me dá razão e assim respeito, e aí começa a romaria a crescer, e a chegar as concertinas e a haver espaço para elas. (...) Mas hoje já temos um Sã'João d'Arga que muito se assemelha, em termos de concertinas, já à década de 50 e até de 60, já estamos muito próximos desse Sã'João d'Arga (...)
A gente dançaba, fazia uma ronda aqui, outra ronda ali e andábamos toda a noite a chantar. (...)
 Ou seja, depois das dificuldades na restauração da música sacra, vereis a recompensa do vosso esforço, que são o reconhecimento do povo fiel, e a santificação de todos.

Eu entendo hoje que o folclore tem que descer dos palcos. A forma teatral com que nós muitas vezes nos apresentamos em palco, a deturpação que nós muitas vezes fazemos do alinhamento, do remate da dança, da forma quomo iniciamos, tudo isso é um espectáculo que contradiz a arte popular, o verdadeiro folclore, que no fundo num é nada disso! O berdadeiro folclore é espontâneo: até o desfile era amontoado, eram as concertinas uma atrás outra no meio, eram as moças a namorar, eram os rapazes a roubar os lenços, era a dibersão em si, e era a participação do público.
Não faz sentido nenhum haver concertos de música litúrgica. Esta é oração, e não simples execução artística ou folguedo. Dirige-se a Deus e não aos homens. Se gosto de ir a um concerto de canto gregoriano porque só lá consigo ouvir o que gostaria de ouvir na Liturgia, isso não é um argumento a favor de que se façam concertos, mas de que se o cante no seu devido lugar.
O grande admirador do folclore, aquele homem que viu o folclore é o home d'antanho, é o homem de tamancos, esse é que sabe se o dançarino 'tá a dançar bem, se 'tá a dançar mal, se a cantoria está correcta ou num está correcta: esse homem é que sabe.
(...)
Se tens perto de ti um sacerdote velho que ainda foi formado antes do Concílio Vaticano II, aprende com ele, porque ele viu e ouviu como e o que se cantava.
E portanto, hoje, um dos autênticos espectáculos que cada vez menos me dizem (a mim não me dizem nada), cada vez menos nós conseguimos viver esse folclore, e cada vez mais nós nos afastamos disso, e queremos levá-lo às origens, pelo menos pôr o público também a vibrar, também a dançar, a viver esse homem d'antanho, que no fundo tamém eram os avós deles, os bisavós e outros, eles tão-bem dançaram. Mesmo o homem citadino, o familiar dele dançou isso, e ele nem sequer se apercebe disso nem o sabe.
Quando fôr restaurada a música sacra na tua igreja, todos a reconhecerão com naturalidade, como aquilo que está certo, e todos fruirão dela e viverão o que toda a vida os seus antepassados viveram e lhes transmitiram.
Portanto, seria um grande objectivo, pelo menos tentar. Não quer dizer que se consiga; se nom se conseguir, prontos, tentou-se.
Magnanimidade!
Começámos a cantar quando éramos novinhas, com dez/onze anos já cantávamos. E era a fazermos os trabalhos, a gente ia p'os trabalhos e cantaba. Na altura que se botaba nas terras, que se deitava nas terras, fazia-se ajuntamentos, e gente cantava em conjunto.
Canto gregoriano desde cedo, na catequese infantil.

Um dia, eu vou a Fazendas d'Almeirim e digo a um dos componentes: «Quero aprender o fandango.» E diz o elemento directivo: «Sim, sr., vamos lá aprender o fandango. Eu vou lhe ensinar o fandango e o sr. ensina-me o vira». Quando chegámos ao palco, ele ia começar o fandango, pára e diz-me «Vamos desistir: nem o sr. aprende o fandango nem eu aprendo o vira, porque eu para aprender o vira tenho de ser o homem alegre do Minho e não sou, e o sr. para aprender o fandango tinha de saber andar a cavalo, caír, saber usar as esporas, nom sei que mais...» E portanto eu dei os parabéns: ele deu-me uma lição de folclore com estas palavras, e portanto aqui se percebe que encontrei um elemento que percebe, que sabe. Podia numa brincadeira aprender o fandango, mas vivê-lo nunca. Eu podia o dançar, mas não o vivia. Ele podia dançar um vira minhoto, mas não se ria, num era dibertido, num era o brincalhão que era o minhoto.
 Pois é: a música sacra é para o cristão, não é para os de fora da Igreja. Embora todos aprendamos uns com os outros, o que é certo é que a música sacra se originou na oração e no encontro com Deus: não é um fim em si mesmo, mas sim um fruto de santidade, que por sua vez pode encaminhar outros para a santidade. O cantor deve saber isto para cantar de verdade, com o espírito da vida vivida, para cantar com a boca o que crê com o coração e prová-lo com as obras.

sábado, 2 de maio de 2015

Cursos em 2015 para Aprendizes do Canto Gregoriano e Polifonia da Renascença

Em Portugal:

64ª Semana de Estudos Gregorianaos
Viseu, 23 a 30 de Agosto de 2015
Mais informações no sítio do Centro Ward de Lisboa.

Também em Portugal, um Curso intensivo em Polifonia Portuguesa Sacra do Renascimento, promovido pelo Ensemble Ars Lusitana e o maestro Isaac Alonso Medina.

Em Lisboa, 29 de Julho - 2 de Agosto,
terminando com um concerto no mosteiro dos Jerónimos.
Mais informações no Facebook.

Workshop de Polifonia Renascentista Portuguesa
05.08.2015 e 06.08.2015: 10:00-13:00 sessão teórica
e 14:30-16:00 sessão práctica c/ Ensemble Ars Lusitana
Inscrições : até dia 31 de Julho * valor de inscrição: 30 euros
para dartistica@amlagos.pt

Terminará com concertos da Missa de Pedro Escobar apra 4 vozes
07.08.2015 | 17h00 Ermida de N. Sr.ª da Guadalupe, Vila do Bispo
08.08.2015 | 21h30 Igreja de Santa Maria, Lagos



Exemplo do que se lecciona nestas sessões:




II Workshop de Polifonia
29 Outubro - 1 Novembro
Paróquia de Carnide, em Lisboa
Missa pro defunctis de Pedro de Escobar
Solmização, Notação mensural branca, Contraponto
Mais informações





No Brasil:

Belém do Pará, 14 a 16 de Agosto de 2015




Em França:

Curso intrernacional de Canto gregorinao, Tours, por Dom Daniel Saulnier.



Na Sardenha:

Abadia de São Pedro de Sorres / Borutta (Sassari)
 Curso de Canto Gregoriano (17-22 agosto 2015)

Il corso si rivolge a persone interessate ad approfondire il canto liturgico tradizionale della Chiesa latina di rito romano (canto gregoriano). 
Possono partecipare al corso persone che non hanno nessuna formazione musicale o che hanno già un’esperienza di canto gregoriano.
Sono previste lezioni comuni di carattere storico, spirituale ed estetico.
Incontri mirati di
  • alfabetizzazione gregoriana (principianti),
  • interpretazione solistica (cantori con esperienza),
  • introduzione allo studio delle fonti manoscritte con trascrizioni di testimoni beneventani e nonantolani (persone interessate agli aspetti paleografici e semiologici)
I corsisti s’impegnano a partecipare attivamente alla liturgia monastica, con particolari interventi cantoriali durante la celebrazione eucaristica (12,00), vespri (vésperas 19,00) e compieta (completas 21,30).
Docenti: Prof. Dr. Giacomo Baroffio, M° Dr. Eun Ju Kim
Incontri didattici: 8,30-11,30   15,30-18,30
Info e prenotazioni
Tel.: 079824001


Em Itália:

Corso estivo di canto gregoriano, com Fúlvio Rampi.
10-12 julho 2015





6-11 de julho de 2015




Nos Estados Unidos da América:

Colóquio de Música Sacra.



sexta-feira, 1 de maio de 2015

Música da Vigília Pascal da Noite Santa / Dominica Paschae in Ressurrectione Domini ad Vigiliam Paschalem in Nocte Sancta

Cântico para depois da 1ª Leitura, o tracto Jubilate Dómino, aqui cantado pelo eslovaco:

Alegrai-vos no Senhor, terra inteira: servide ao Senhor com alegria. V. Entrai na sua presença em exultação. V. Sabei que o próprio Senhor é Deus. V. Êste nos fez, e não nós a nós mesmos: e nós (sômos) o povo d'Ele, e as ovelhas da Páscoa d'Ele.



Depois da Epístola canta-se a Alleluia Confitémini Dómino, aqui comentada por Tiago Barófio:
VIII modo (sol plagale)

Confitemini Domino quoniam bonus,
quoniam in aeternum misericordia eius
(sal 117, 1)

Al triplice grido del diacono “Lumen Christi” - “La luce di Cristo/La luce è Cristo” – giustamente l’antica liturgia beneventana prevedeva il canto dell’Exultet non all’inizio, bensì alla conclusione della liturgia della Parola – risponde il triplice canto dell’Alleluia, ripetuto anch’esso innalzando la voce. La melodia è breve e semplice (forma: aab - SCHLAGER, ThK 254), s’innesta sul clima gioioso del Gloria in excelsis Deo e funge da introduzione al verso “Confitemini Domino”. Questo è un susseguirsi di onde in una serrata tensione verso l’acuto della dominante re, una scelta per evidenziare il protagonista e alcuni momenti della celebrazione pasquale. 
Al centro dell’affresco sonoro si colloca D-i-o che siamo chiamati a incontrare quale creatore e salvatore. Egli è buono. All’uomo nella Pasqua di Cristo è perciò offerta l’occasione di conoscerlo per quello che Egli è: misericordia senza limiti. Non si tratta di ampliare qualche nozione del catechismo o della riflessione filosofica. La conoscenza di D-i-o o si fa esperienza vissuta oppure si riduce a vuoto inconsistente, sorretto dal nulla e destinato a polverizzarsi nel nulla. L’esperienza della misericordia non è fine a se stessa (com’è bello!). Se è autentica, si traduce necessariamente in moltiplicazione e diffusione e condivisione. Senza porre altra condizione se non l’adesione alla Parola e all’accoglienza del dono gratuito che D-i-o fa di se stesso.
Siamo puntini sparsi nell’universo e sospinti dalle correnti delle dinamiche mondane: potere, denaro, apparenza e tutta la galleria delle proposte insensate di un certo politicume che si fa gioco e umilia le persone in perfide iniziative di “liberazione”. Rischiamo di non aver segnali di riferimento convincenti e sicuri. La liturgia della veglia pasquale viene in soccorso alla nostra debolezza. Argina le falle delle nostre amnesie e distrazioni. Attraverso la liturgia della Parola con le letture, i canti e le preghiere congiunti a ogni proclamazione, siamo ricondotti nel solco della storia reale.
L’orizzonte delle nostre sparute vicende individuali si allarga. Entriamo nell’orizzonte della storia di D-i-o e dell’uomo, a partire dal momento nebuloso e distantissimo della creazione sino ai fatti concreti che hanno visto schiere di protagonisti divenuti collaboratori di D-i-o, talora guastatori e sabotatori del suo disegno. È tutto un andirivieni di persone che assurgono a simboli di fedeltà e tradimento, di perseveranza e abdicazione, di obbedienza e rifiuto, di umiltà e irrisione. 
Oggi non ci troviamo più immersi nella storia d’Israel e della Chiesa antica. Siamo messi con le spalle al muro di fronte a noi stessi. Ciascuno può dischiudere la porta verso la verità del proprio essere e del proprio agire. Gelide ombre si allungano sulla nostra persona, è v ero, ma la luce – che è Cristo – non s’arresta davanti a nessun ostacolo. Penetra negli abissi, scandaglia dietro gli angoli. È una luce che sembra quasi accecare. Provoca reazioni di rigetto suggerite dalle voci suadenti di una squadra specializzata, bene istruita da Berlicche (al riguardo Lewis è più convincente di tanti libri di religione).
Tutto finirebbe miseramente, se non riuscissimo a intravvedere un volto dai mille aspetti: il bimbo Gesù, l’apprendista carpentiere nella bottega di Giuseppe, il figlio di Maria alle nozze di Cana, il maestro itinerante e paziente di un manipolo di dodici disperati randagi, l’accusato di blasfemia, il condannato piegato sotto il patibolo, il re della vita inchiodato dalla morte, la luce radiosa del Risorto… Tanti, quasi innumerevoli sono gli aspetti del Figlio di D-i-o. 
In uno di questi volti ciascuno può riconoscere se stesso. Alleluia! Cristo è risorto. Con Lui anche noi risorgiamo a vita nuova.
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