domingo, 1 de julho de 2018

Cantar do Manuscrito Antigo (II)


É com muita alegria que anuncio o início da minha colaboração com a Portuguese Early Music Database, projecto já publicitado neste blog e que visa desenvolver o estudo do reportório músical litúrgico histórico português; esta base-de-dados integra-se numa outra homóloga, de âmbito mundial, o Cantus Index. Aceitei com muito gosto o convite da coordenadora de desenvolvimento, a musicóloga Elsa De Luca, que nos pediu que completássemos a indexação dos cânticos do manuscrito 016 do Museu de Arte Sacra de Arouca.


Trata-se de um Gradual monódico da tradição cisterciense, produzido em Portugal durante o século XV e usado no Mosteiro feminino de Santa Maria de Arouca, tendo chegado aos nossos dias praticamente completo e em excelente estado de conservação. Constitui portanto um dos principais depósitos do cantochão português.

Creio que indexar esta e outras fontes musicais será de importância vital não apenas para o estudo da música sagrada num plano académico, mas sobretudo possibilitará a longo prazo uma verdadeira e significativa renovação musical na Igreja.

Por esta razão, estamos muito felizes por esta nova empreitada. O primeiro cântico que indexámos foi a Alleluia Fuit homo missus a deo cui nomen iohannes erat, para a Missa do dia de São João Baptista, peça que se destaca por estar ausente do actual Gradual Romano.


São João Baptista, rogai por nós.

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