quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

D. Joaquim Mendes: “Coros são um valioso contributo para a beleza das acções litúrgicas”


XXX ENCONTRO DE COROS DO PATRIARCADO DE LISBOA
“Coros são um valioso contributo para a beleza das acções litúrgicas”
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O Bispo Auxiliar de Lisboa D. Joaquim Mendes considera os coros “um valioso contributo para a beleza das acções litúrgicas e para o seu carácter orante”, mas aponta que “são ainda muitas as confusões na liturgia, quer no plano litúrgico e doutrinal, quer no plano prático”.

Durante o XXX Encontro de Coros do Patriarcado de Lisboa, que decorreu na igreja de Santa Beatriz da Silva, em Marvila, no dia 26 de Novembro, por ocasião do Dia de Santa Cecília (22 de Novembro), padroeira dos músicos, D. Joaquim recordou que “na reforma litúrgica em curso, apesar dos quarenta e oito anos da publicação da Constituição da Sagrada Liturgia, que ocorrerá no próximo dia 4 de Dezembro, há um longo caminho ainda a fazer relativamente ao carácter orante que as celebrações litúrgicas devem ter”. Neste sentido, o Bispo Auxiliar de Lisboa lembrou algumas confusões e dificuldades: “São ainda muitas as confusões na liturgia, quer no plano litúrgico e doutrinal, quer no plano prático. Uma delas, no plano prático, que ainda não foi superada, é a confusão entre o papel do coro e da assembleia. Em muitos lados, o coro litúrgico tem dificuldade em recuperar o lugar e ministério que lhe compete, como foi amplamente referido no último encontro da pastoral litúrgica. Com todos a cantar e do princípio ao fim, o resultado é a diminuição da qualidade do canto e da sua função na liturgia. Mas infelizmente para além desta há outras, como a má qualidade musical e a falta da linguagem sábia do rito, que com ritmo certo e bem balanceado sabe articular harmoniosamente palavra, canto e oração”.

Elevar com o canto os corações para Deus
Os elementos dos dez coros da Diocese de Lisboa que participaram neste encontro organizado pelo coro ‘Venite a Laudare’, da igreja de Santa Beatriz, foram ainda desafiados por D. Joaquim Mendes: “Procurai ser peritos na arte que durante séculos deu forma e expressão à oração da Igreja e que, por isso, se chama «música sacra». Que possais contribuir para potenciar o carácter orante das nossas celebrações litúrgicas e para elevar, com a arte da música e do canto, os corações para Deus”.

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Memória de Santa Cecília
No 47º aniversário da Academia de Música de Santa Cecília, D. Joaquim Mendes expressou o seu “profundo reconhecimento pela atenção que a Academia dispensa à música e ao canto sagrado, expressões da arte no culto divino, que dá forma e expressão de oração ao canto litúrgico”. Presidindo à Eucaristia na igreja da Graça, o Bispo Auxiliar de Lisboa sublinhou depois que “aprender a cantar a Deus, assim como aprender a escutar a música sacra é aprender a rezar. O canto e a música devem favorecer a oração, de que santa Cecília é um magnífico exemplo”.

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