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quinta-feira, 16 de maio de 2024

Alberto Turco: os Ofertórios das Solenidades Pascais

Continuamos a tradução e republicação
dos espantosos artigos contidos no 

  

Alberto Turco

Os Ofertórios das solenidades pascais

São dezoito os ofertórios não sálmicos, dos quais dezassete estão presentes no nosso Graduale Romanum. O décimo oitavo ofertório é o Factus est repénte de Pentecostes. Estes ofertórios conservam traços da tradição galicana; em Roma eram os salmos que preenchiam a liturgia.

Os ofertórios Angelus Domini, Viri Galilǽi, Factus est repénte devem ser considerados os cantos primitivos da Páscoa, da Ascensão e do Pentecostes. Nos Antifonais Gregorianos dos séculos VIII-IX ocupam uma posição significativa:
- Angelus Dómini, na feria II do Anjo e na Oitava da Páscoa (AMS 81a - 87);
- Ascéndit Deus, na Vigília da Ascensão (AMS 101bis);
- Factus est repénte, no próprio dia de Pentecostes, como segundo (item) ofertório do Antiphonale de Mont-Blandin (AMS 106).
Estes, ao contrário dos outros ofertórios, têm apenas um verseto; não é exceção o 2º v. de Angelus Dómini, que foi composto para a Oitava da Páscoa.
As peças da historicização, com textos salmos, que substituíram os precedentes, são Terra trémuit para a Páscoa, do salmo 75, 9. 10 (GT 199), Ascéndit Deus para a Ascensão, do salmo 46, 6 (GT 237), Confírma hoc Deus para Pentecostes, do Salmo 67, 29-30 (GT 255).

1. Angelus Dómini (GT 217).

O texto, ligeiramente adaptado e reformulado, é retirado de Mt 28, 2-5-6. Todas as palavras têm um seu curso melódico; todas têm um melisma no acento; todas as finais são tratadas brevemente. Trata-se de um estilo compositivo diferente do de outras peças do fundo primitivo do repertório gregoriano. Com efeito, o estilo “antigo” vinha expresso em dois momentos: o anúncio de um texto, ao qual se seguia a meditação (leitura do Evangelho e Homilia): cfr. o Gr. Gloriósus (GT 456), em que as palavras possuem a parte ornada (iubilus) na última sílaba. O estilo composicional “moderno”, precisamente o do nosso ofertório, não necessita de apresentar o texto: adorna-se palavra por palavra, cada sílaba é dilatada, mas sobretudo ilustra-se o acento (anima vocis).

Particularidades:
O incipit de Angelus é comum ao do timbre modal da ant. Angelus autem Dómini de Páscoa (AM 453). É injustificada a acentuação Angélus tanto no grego como no latim. A melodia é dada por uma fórmula galicana, onde o Dó é o efeito do desenvolvimento melódico de Si bemol a Si bequadro;
Dómini: o som Si é evitado deliberadamente;
descéndit: aparecimento e desaparecimento imediato de um Mi grave (escala pentatónica no estado puro);
cælo:     do     do/si     do-sol-la
                       do/si    do-re-mi-do-do
et dixit: fórmula galicana, presente em outras peças. Por exemplo, Of. Viri Galilæi (GT 237), In. Omnes gentes (GT 297), Of. Stetit ángelus (GT 610), Gr. Dilexísti (GT 500), Of. Posuísti (GT 500);
muliéribus: três notas na sílaba final: um máximum;
quem quǽritis: terminatio clássica, emprestada para a ornamentação do acento;
surréxit: cfr. Of. Si ambulávero ... “extendes” (GT 341), Of. Precátus est ... “et dixit” (GT 317);
allelúia: “incorporado”.

2. Viri Galilǽi (GT 237)

O texto é tomado de Actos 1, 11. Discurso de despedida, já utilizado no intróito; mas aqui, o texto é prolongado:

OfertórioIntróito e Responsório
Viri Galilǽi, quid admiráminiViri Galilǽi, quid admirámini
aspiciéntes in cælum? Hic Iesus,aspiciéntes in cælum? [
qui assumptus est a vobis in cælum,
sic véniet, quæmádmodum vidístis eum] quæmádmodum vidístis eum
ascendéntem in cælum, [ ] allelúia.ascendéntem in cælum, ita veniet, alleluia.

É a «parusia» o verdadeiro anúncio (sic véniet, ita véniet) da festa da Ascensão.

A melodia deste ofertório não provém da tradição romana, mas sim galicana. Ali se encontram fórmulas galicanas. As cópias deste ofertório (Stetit ángelus, GT 610; Iustórum ánimæ, GT 468) deixaram de fora as passagens melódicas difíceis, eliminando quase todos os recitativos, no âmbito melódico grave da peça até ascendentem. Repetição de fórmulas: aspiciéntes - cælum (2ª vez) - véniet (em parte) – dixérunt (v. 1). Esta fórmula encontra-se ainda em Gr. Dómine, prævenísti… “longituúdinem” (GT 509).

Existem algumas incertezas na escrita neumática: por exemplo, no interior do iubilus de cælum (1ª vez), é raríssima a grafia do trigon grave, em que o último elemento após o tractulus é escrito com um punctum encolhido. Incerteza ainda, dentro do iubilus de ascendéntem ao escrever o som grave dos neumas com o tractulus, por oposição ao correspondente punctum encolhido em Stetit ángelus.

3. Factus est repente [1]

[1] HESBERT R.-J., Un antique offertoire de la Pentecôte : ‘Factus est repente’, «Organicæ voces», festschrift Joseph Smits Van Waesberghe, Amsterdam, 1963, pp. 59-69.

Os testemunhos manuscritos desta peça encontram-se quase exclusivamente em Benevento e, provavelmente, em algumas igrejas da área litúrgica romano-beneventana.
Sabemos que o rito romano se instaura em Benevento no séc. VIII. É bem provável que, por esta altura, o Factus est repénte tenha chegado a Benevento.
O texto é retirado de Actos 2, 2. O do intróito a renda é reformulado: Actos 2, 2-4-11.

OfertórioIntróito e Responsório
Factus est repénte de cælo sonus Factus est repénte de cælo sonus
tamquam adveniéntis spíritus veheméntis, adveniéntis spíritus veheméntis
et replevit totam domum et repléti sunt Spíritu Sancto, 
ubi erant sedéntes, allelúia.    loquéntes magnália Dei, allelúia.

Factus est repénte é uma peça galicana, que conservou mais que as precedentes esta conotação modal. Pode colocar-se ao mesmo nível do Of. Elegérunt Apóstoli (GT 634) [2]. Em ambos, temos o triunfo do neuma monossónico na sílaba final da palavra e o iubilus no acento da mesma. Além disso, o neuma cadencial, antecipado no acento verbal, é o mesmo dos Tractos em Ré. Enfim, o estilo galicano está bem presente com o acento cadencial no grave: cfr. a alleluia final das duas peças; “di-cén-tem” no Of. Elegérunt.

[2] Destaquemos outros ofertórios provenientes da tradição galicana: Prótege, Dómine (GT 599), Dómine Iesu Christe (GT 674), Felix namque es (GT 422), O pie Deus (Offertoriale Triplex 178).

O texto:
A pontuação textual não está em sintonia com a melódica. O texto consta de duas frases amplas.
Frase I: Factus est repénte de cælo sonus
                    tamquam adveniéntis spíritus veemémentis,
Frase II: et replevit totam domum
                    ubi erant sedéntes, aleluia.

A melodia:
A melodia da frase I subdivide-se em duas partes, cada uma das quais consistindo de três incisos melódicos de género ornado. Eis o fraseado:
Factus est (sol)     repente (do)                                de caelo (sol)
sonus (sol)            tamquam adveniéntis (re-do)     spíritus veheméntis (sol).

A melodia da frase II consta de quatro secções, caracterizadas pelo âmbito melódico grave:
et replévit: o amplo iubilus sintetiza a modalidade de uma das seções precedentes: “sol - do - sol”.
totam domum: a cadência desce ao grave uma quarta, em Ré (protus à quarta).
ubi erant sedéntes: a cadência desce para a quinta, em Dó (tetrardus autêntico), uma antecipação da modalidade do verseto.
allelúia: corda dominante e cadência final Sol (= Ré em terminologia arcaica).

Conclusão:
O Factus est repénte é um modo de Ré, escrito em dominante Sol (=Re). A alternância de Sib, no âmbito grave da melodia, e Siq, no âmbito agudo da melodia.

Outras particularidades:
Em “repénte” propõe-se novamente a melodia de “de cælo” do Of. Angelus Dómini.
A série de sons conjuntos de Dó até Lá em “sonus” encontra-se na antífona galicana Alleluia. Hódie omnes Apóstoli de Pentecostes (Processional Monástico 88).

terça-feira, 9 de abril de 2024

Turco: a colocação do «quilisma» no scandicus

Continuamos a tradução e republicação
dos magníficos artigos contidos no 

Boletim informativo do centro de Canto Gregoriano «Dom Jean Claire» - Verona
n° 3 - Setembro - Dezembro 2019

 

Alberto Turco

A COLOCAÇÃO DO «QUILISMA»
NO SCANDICUS

O quilisma ocupa o lugar dentro do intervalo melódico da terça. O quilisma não se dá no intervalo de quarta e, muito menos, no intervalo de quinta. Fora do intervalo de terça, os livros de canto da restauração gregoriana deram algumas soluções. Tomemos o exemplo do Resp. Ecce vicit leo...al-lelúia”.

As soluções dos livros de canto:
- o OHS (p. 583) tem a dicção melódica “la-re-mi” de um scandicus-quilisma (n. 1);
- o LR (p. 89) e o PM (p. 68) contêm a dicção melódica “la-re-mi-re” de um pes + clivis (n. 2);
- a NR (p. 435) tem a dicção melódica “la-si-re” de um scandicus-quilisma (n. 3);
- o LH (p. 512) propõe a dicção melódica “la-re-mi” de um pes + virga liquescente (n. 4). Dom E. Cardine escolheu a presente dicção melódica, na óptica de uma bem precisa tradição semiográfica.
Os referidos livros expressam, de facto, duas tradições: a tradição com o quilisma e a tradição sem quilisma.
Tomemos como exemplo o primeiro caso encontrado no GT, o Of. Ad te Dómine levávi ... “irrí-de-ant” (GT 17), em que a EC releva o problema, à luz dos manuscritos adiastemáticos.

À sílaba pós-tónica de “irrí-de-ant” são atribuídas três dicções neumáticas:

(Edição crítica) [1]

[1] Cfr. Le texte neumatique, IV, «Le Graduel Romain, Édition critique (EC)», Solesmes, 1962, pp. 82-83.

As traduções diastemáticas dos manuscritos da EC são as seguintes:

Nos manuscritos Klo1, Dij, Clu2, o scandicus-quilisma é traduzido em quatro sons conjuntos, com o som de passagem (quilisma) no âmbito do intervalo de terça. A esta solução remonta a dicção melódica de Sta1, com a grafia do quilisma em uníssono com o tractulus.
As soluções de Ben5, Van2, Den2, Rop, Alb não prevêm o emprego do quilisma. A dicção gráfica de Ben5 pretende significar um scandicus tout court. Portanto, não é correto fazer coincidir a nota de passagem do referido scandicus com o quilisma sangalês. Não esquecer que a função do quilisma está em estreita relação ou coligada à nota superior, à distância de um grau melódico conjunto!
Não se podem, portanto, misturar as tradições: a com o quilisma, e a sem o quilisma.

O quilisma vai traduzido só no âmbito de um intervalo de terça. Portanto, se se aceita a tradição com o quilisma, deve escolher-se a dicção melódica que se verifica em Klo1, Dij, Clu2 e muitos outros manuscritos. Sem o quilisma, é de seguir a mais provável tradição dos manuscritos diastemáticos. São de privilegiar da EC estes últimos, em quanto representam a tradição mais vizinha aos manuscritos adiastemáticos.

Da análise do conjunto das fontes, emergem três dicções melódicas possíveis: a primeira, com o quilisma no âmbito melódico da terça menor; a segunda, com scandicus subbipunctis; a terceira, com pes + climacus de ornamentação.

O nosso neuma representa o acento melódico “secundário”, no contexto da cadência redundante. Em quanto tal, pode ocorrer em qualquer sílaba, que preceda a redundância. Neste caso, o acento principal da redundância é constituído pela sílaba final ant de irrídeant, devido ao pronome final me: “ir-ríde-ant me”. O acento melódico secundário na sílaba precendente ao da redundância, ou seja, na sílaba de.
Portanto, a primeira dicção melódica, com o emprego do quilisma, mete em evidência a função da subtónica (Dó) do contexto compositivo, do qual surge a ornamentação do scandicus-quilisma subbipunctis.
A segunda dicção, formada por pes de acento melódico secundário, habitualmente presente nas cadências de protus plagalis (do-mi-re) + climacus de ornamentação.
A terceira dicção é representada por pes de antecipação, por graus melódicos conjuntos, do pes do acento redundante: do-ré / ré-mi, ligados entre si pela ornamentação do climacus.

FONTES

Manuscritos da Edição crítica solesmense:

Ein

cod. Einsiedeln, Stiftsbibl. 121, séc. X segunda metade, Graduale, notação sangalesa adiastemática (PM)

Klo1

cod. Graz, Universitäsbibl. 807, séc. XII, Graduale, notação lorenesa de Klosterneuburg em linha (PM)

Lan

cod. Laon, Bibl. Mun. 239, a. 930 circa, Graduale, notação lorenesa adiastemática (PM)

Van2

cod. Verdun, Bibl. Mun. 759, séc. XIII primeira metade, Missal, notação lorenesa em tetragrama (CG)

Cha1

cod. Chartres, Bibl. Mun. 47, séc. X, Graduale, notação bretã adiastemática (PM)

Rop

cod. Leningrado O v I 6, Graduale de Rouen, séc. XII, notação francesa em pauta

Alb

cod. Paris. Bibl. Nat. lat. 776, sec. XI, Gradual-Tropário, notação aquitana diastemática sem pauta (CG)

Ben1

cod. Benevento, Bibl. Cap. 33, Missal, séc. X-XI, notação beneventana adiastemática (MP)

Ben5

cod. Benevento, Bibl. Cap. 34, Gradual-Tropário-Prosário, séc. XI-XII, notação beneventana com linha (PM)

Dij

cod. Montpellier, Bibl. de la Faculté de Médecine H. 159, Graduale, notação francesa adiastemática e alfabética (PM)

Clu1

cod. Paris, Bibl. Nat. lat. 1087, Graduale de Cluny, séc. XI primeira metade, notação francesa adiastemática

Clu2

cod. Bruxelles, B. Roy. II 3823, Graduale, séc. XII início, notação aquitana em pauta

Ept

cod. Darmstadt, Hess. Landesbibl. 1946, Gradual-Sacramentario, a. 1000 circa, notação alemã adiastemática

Sta1

cod. London, Bibl. Mus. add. 18031-32, Missale de Stavelot, séc. XIII início, notação gótico-renana com pauta

Den4

cod. Paris, Bibl. Nat. lat. 9436, Missale de St-Denis, séc. XI meados, notação francesa adiastemática

Den2

cod. Paris, Bibl. Nat. lat. 1107, Graduale de St-Denis, séc. XIII segunda metade, notação quadrada em tetragarma

Livros de canto:

GT

Graduale Triplex, Solesmis, MCMLXXIX

LH

Liber Hymnarius cum Invitatoriis & aliquibus Responsoriis, «Antiphonale Romanum», Tomus alter, Solesmis, MCMLXXXIII

NR

Nocturnale Romanum (Editio Princeps), Romæ-Florentiæ-Veronæ, 2002

PM

Processionale Monasticum, Solesmis, 1983

OHS

Officium Maioris Hebdomadæ et Octavæ Paschæ, Romæ, MCMXXII

sábado, 17 de outubro de 2020

Os boletins do Centro "Jean Claire" de Verona

São publicados na página do Facebook desta associação italiana fundada e dirigida pelo Monsenhor Alberto Turco em homenagem a um seu mestre francês. Para saber mais sobre a associação, existe igualmente o sítio permanente.

Os boletins publicam-se a cada quatro meses (quadrimestrais) e apresentam curtos artigos em língua italiana da autoria de entendidos estudiosos do canto gregoriano. Todos eles se encontram na rede social da organização e podem também pedir-se em PDF para o seu email: gregorianavox@gmail.com . De seguida um breve elenco dos assuntos nos boletins já publicados:

(DESCARREGAR TODOS OS BOLETINS - PDF)

2019 - 0
Sessantini: é necessário unir todos os que estudam o canto gregoriano e exigir elevada qualidade científica ao seu trabalho.

2019 - 1
Turco: Sobre a oscilação entre os modos de re e mi e uma crítica a opções de restituição melódica no Graduale Novum.

2019 - 2
Sessantini: o nº 116 da Sacrosanctum Concilium do Concílio Vaticano II ou o que significa ser o canto gregoriano próprio da liturgia romana.
Repeto: crítica a livro de Rampi e De Lillo.

2019 - 3
Bellinazzo: origem dos próprios das Missas do Natal.
Turco: a colocação do qüilisma no scandicus.

2020 - 1
Turco: reconstituição da antífona Immutemur habitu para a 4ª Feira de Cinzas.
Repeto: crítica a livro de De Lillo.

2020 - 2
Sessantini: o que significa «ceteribus paribus».
Turco: especificidades dos ofertórios das solenidades pascais.

2020 - 3
Turco: crítica às opções melódicas de alguns toni communes e símbolo apostólico no Graduale Novum.

2021 - 1
Sesantini: o "novo" missal.
Turco: o canto do celebrante.

2021 - 2
Redacção: dialética e paradigmas do sacro.
Turco: iniciação à paleografia.

2021 - 3
Turco: Liber Gradualis I.
Turco: lição magistral.

*

Os que puderem não deixem de frequentar o curso virtual de Monsenhor Alberto Turco nas próximas semanas:

Actualização: cursos de verão 2023.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Música da Vigília Pascal da Noite Santa / Dominica Paschae in Ressurrectione Domini ad Vigiliam Paschalem in Nocte Sancta

Cântico para depois da 1ª Leitura, o tracto Jubilate Dómino, aqui cantado pelo eslovaco:

Alegrai-vos no Senhor, terra inteira: servide ao Senhor com alegria. V. Entrai na sua presença em exultação. V. Sabei que o próprio Senhor é Deus. V. Êste nos fez, e não nós a nós mesmos: e nós (sômos) o povo d'Ele, e as ovelhas da Páscoa d'Ele.



Depois da Epístola canta-se a Alleluia Confitémini Dómino, aqui comentada por Tiago Barófio:
VIII modo (sol plagale)

Confitemini Domino quoniam bonus,
quoniam in aeternum misericordia eius
(sal 117, 1)

Al triplice grido del diacono “Lumen Christi” - “La luce di Cristo/La luce è Cristo” – giustamente l’antica liturgia beneventana prevedeva il canto dell’Exultet non all’inizio, bensì alla conclusione della liturgia della Parola – risponde il triplice canto dell’Alleluia, ripetuto anch’esso innalzando la voce. La melodia è breve e semplice (forma: aab - SCHLAGER, ThK 254), s’innesta sul clima gioioso del Gloria in excelsis Deo e funge da introduzione al verso “Confitemini Domino”. Questo è un susseguirsi di onde in una serrata tensione verso l’acuto della dominante re, una scelta per evidenziare il protagonista e alcuni momenti della celebrazione pasquale. 
Al centro dell’affresco sonoro si colloca D-i-o che siamo chiamati a incontrare quale creatore e salvatore. Egli è buono. All’uomo nella Pasqua di Cristo è perciò offerta l’occasione di conoscerlo per quello che Egli è: misericordia senza limiti. Non si tratta di ampliare qualche nozione del catechismo o della riflessione filosofica. La conoscenza di D-i-o o si fa esperienza vissuta oppure si riduce a vuoto inconsistente, sorretto dal nulla e destinato a polverizzarsi nel nulla. L’esperienza della misericordia non è fine a se stessa (com’è bello!). Se è autentica, si traduce necessariamente in moltiplicazione e diffusione e condivisione. Senza porre altra condizione se non l’adesione alla Parola e all’accoglienza del dono gratuito che D-i-o fa di se stesso.
Siamo puntini sparsi nell’universo e sospinti dalle correnti delle dinamiche mondane: potere, denaro, apparenza e tutta la galleria delle proposte insensate di un certo politicume che si fa gioco e umilia le persone in perfide iniziative di “liberazione”. Rischiamo di non aver segnali di riferimento convincenti e sicuri. La liturgia della veglia pasquale viene in soccorso alla nostra debolezza. Argina le falle delle nostre amnesie e distrazioni. Attraverso la liturgia della Parola con le letture, i canti e le preghiere congiunti a ogni proclamazione, siamo ricondotti nel solco della storia reale.
L’orizzonte delle nostre sparute vicende individuali si allarga. Entriamo nell’orizzonte della storia di D-i-o e dell’uomo, a partire dal momento nebuloso e distantissimo della creazione sino ai fatti concreti che hanno visto schiere di protagonisti divenuti collaboratori di D-i-o, talora guastatori e sabotatori del suo disegno. È tutto un andirivieni di persone che assurgono a simboli di fedeltà e tradimento, di perseveranza e abdicazione, di obbedienza e rifiuto, di umiltà e irrisione. 
Oggi non ci troviamo più immersi nella storia d’Israel e della Chiesa antica. Siamo messi con le spalle al muro di fronte a noi stessi. Ciascuno può dischiudere la porta verso la verità del proprio essere e del proprio agire. Gelide ombre si allungano sulla nostra persona, è v ero, ma la luce – che è Cristo – non s’arresta davanti a nessun ostacolo. Penetra negli abissi, scandaglia dietro gli angoli. È una luce che sembra quasi accecare. Provoca reazioni di rigetto suggerite dalle voci suadenti di una squadra specializzata, bene istruita da Berlicche (al riguardo Lewis è più convincente di tanti libri di religione).
Tutto finirebbe miseramente, se non riuscissimo a intravvedere un volto dai mille aspetti: il bimbo Gesù, l’apprendista carpentiere nella bottega di Giuseppe, il figlio di Maria alle nozze di Cana, il maestro itinerante e paziente di un manipolo di dodici disperati randagi, l’accusato di blasfemia, il condannato piegato sotto il patibolo, il re della vita inchiodato dalla morte, la luce radiosa del Risorto… Tanti, quasi innumerevoli sono gli aspetti del Figlio di D-i-o. 
In uno di questi volti ciascuno può riconoscere se stesso. Alleluia! Cristo è risorto. Con Lui anche noi risorgiamo a vita nuova.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Introdução ao Canto Gregoriano, por Tiago Barófio

Programa semanal do 5º canal da Rádio Vaticana. Domingos às 21h30, hora de Roma, por um conhecido gregorianista italiano.


1º episódio, 1-2-2014
Ad Te Levavi - Porquê o gregoriano - A Palavra
- Do ministério do cantor litúrgico.
- Intróito Ad te levavi, da Missa do 1º Domingo do Advento
- Responsório Aspiciens a longe, das matinas do 1º Domingo do Advento
- Comunhão In splendoribus, da Missa do Galo




2º episódio, 11-2-2014
Nas origens do canto litúrgico - Cantilenação silábica - Salmodia
- O canto gregoriano é monódico? Parafonistas do 1º milénio.
- Caudas do intróito Ad te levavi
- A proclamação de Leituras (Toni Lectionum)
- A genealogia de Cristo
- Antífona Pueri hebraeorum, da Missa do Domingo de Ramos

 


3º episódio, 18-2-2014
Tradição e transmissão - O Canto Benaventano, Romano, Ambrosiano
- Kyrie do Ofício de Trevas, de tradição hebraica.
- Ofertório Angelus Domini em várias tradições
- Técnica vocal e transmissão geracional
- Transitório ambrosiano Te laudamus
- Laus magna angelorum / Gloria IV ad lib. more ambrosiano




4º episódio, 25-2-2014
Espaço e tempo par cantar - Antífonas
- Antífonas da Liturgia das Horas: chave cristológica dos salmos
- Semelhança entre Ex Egypto, Sion noli timere, & Querite Dominum.
- O b-mole
- Salmodia: asterisco e hemistíquios, entoação, tenor ou corda de recitação, cadência mediana, tenor, cadência final
- Canto facilitador da oração. Monotonia. Tonus peregrinus.
Conserva me Domine
- O quando in cruce, de Ravena
- O beata infantia




5º episódio, 4-3-2014
Acolhimento da Palavra - Responsórios
- Responsório: Reacção da Igreja a uma Leitura
- Estrutura do responsório: responso, verso, repetenda.
- Videbant omnes Stephanum
- Dum complerentur die Pentecostes
- Repleti sunt cordes
- Historiae, Officium rythmici




6º episódio, 11-3-2014
Fé + Fantasia = Poesia; Hinos
- Hinodia: origem ambrosiana, propagação benedictina
- Poesia contra a heresia, incentivo à conversão
- Hinos Veni redemptor gentium, Christe redemptor omnium, e Ut queant laxis, com que Guido d'Arezzo fundou o solfejo.
- As necessidades dos cantores: físicas e espirituais
- Hino paratérico: Unica spes hominum. O ritornelo processional.



7º episódio, 18-3-2014
Culmen et fons - Missa, Intróito e Comunhão
- A fé é o acolhimento da Palavra de Deus e a correspondência à vontade de Deus realizada nos pequenos actos da vida quotidiana. Só depois, no canto.
- Puer natus est, da Missa do Dia de Natal.
- Ecce advenit Dominator Dominus, da Missa da Epifania.
- O intróito canta-se na procissão desde a sacristia até ao altar, e por isso tem duração variável, em função das dimensões do templo, a velocidade dos celebrantes. Alternam-se antífona e versículos em número necessário para preencher o tempo do trajecto. No final, doxologia conclusiva do intróito: Gloria Patri.
Viri galilaei, da Missa da Ascensão. As novas edições, mais críticas.
- Comunhão: também processional.
Ecce virgo concipiet, da Missa do último Domingo do Advento.
- Cantate Domino, alleluia, da Missa da 3ª semana da Páscoa.




8º episódio, 25-3-2014
Centralidade da Palavra - Missa, Responsório Gradual
- Etimologia e espiritualidade do gradual responsorial.
- Universi qui te expectant, gradual do 1º Domingo do Advento.
- Christus factus est, gradual da Celebração da Paixão e responsório de Laudes do Tríduo Sacro.




9º episódio, 2-4-2014
A vida explode, o coração grita - Missa, Alleluia
- Etimologia e espiritualidade: Louvai a Deus!
- Estrutura: sílabas iniciais e melisma vocalizo final "jubilus"
- Particularidades das formas milanesas e hispânicas
- Al. Dies sanctificatus, da Missa do Dia de Natal
- Al. Pascha nostrum da Missa do Dia do Domingo de Páscoa
- Aleluia "tropado": Al. Eripe me, da 16ª semana do t.c.
- Aleluia escondido na Quaresma e substituído pelo Tracto




10º episódio, 8-4-2014
Recuperar o indizível - Missa, Tropos e Seqüências
- A sequência, originada no jubilus aleluiático, prolonga-o, com extraordinária mestria poética, teológica e espiritual.
- Poetas ilustres de São Galo. Seq. Sancti Spiritus por Notker.
- Adão de Paris. Os tropos na Reforma de Trento.
- Seq. Dies nobis laetabundus
- Espiritualidade do Kyrie eleison. Kyrie fons bonitatis.




11º episódio, 15-4-2014
A vida entra na liturgia, e a liturgia reaviva a vida - Cantos do Ordinário
- Kyrie cum jubilo. Os títulos dos ordinários
- Gloria in excelsis de origem ambrosiana
- Sanctus IX. Agnus Dei XVIII. Credo IV, canto frato.




12º episódio, 23-4-2014
Doar a minha pessoa antes de oferecer outras coisas - Missa, Ofertório
- O Ofertório é um canto responsorial, com pelo menos 2 versículos.
- Heterogeneidade nas repetendas. Origem histórica.
- Precatus est Moyses, ofert. do 18º Domº do T.C..
- Jubilate Deo universa terra, ofert. do 5º Domº da Páscoa.
- Anonimato. Influxo sírio. Canto-oração-caridade. Artur Bento Miguel-Ângelo.





Un pensiero di GIACOMO BAROFFIO per i VENTI ANNI DALLA MORTE DI ARTURO BENEDETTI MICHELANGELI (CG = Canto Gregoriano; ABM = Arturo Benedetti Michelangeli)

Dall’inizio degli anni ’80 – quando sono stato catapultato a Roma per insegnare canto gregoriano al PIMS – spesso mi è stato chiesto: “Quale disco mi consiglia di ascoltare per imparare a eseguire bene il CG?”.

La prima volta sono stato un po’ disorientato e ho iniziato a passare mentalmente in rassegna varie incisioni: Decca, Archiv … Ma presto ho voltato pagina e senza hesitation ho detto, ed è quanto ho in seguito sempre ripetuto e dico ancora oggi: “Per imparare a cantare il CG, il miglior maestro in assoluto è Arturo Benedetti Michelangeli!”. “Ma non è un pianista?”. “Che cosa importa? Imparate da lui il fraseggio, il senso che dà alla frase nella sua unità, il peso specifico che attribuisce a ogni singola nota. Basta ascoltare quando suona dei segmenti, anche brevi, di una scala. Le singole note sono tutte diverse l’una dalle altre. Esprimono una dinamica che è vita”.

All’inizio degli anni ’90 ho avuto una conferma della mia opinione. Parlando di CG e di ABM, il M° Facchinetti di Brescia mi ha rivelato quanto fino allora non sapevo. ABM gli aveva confidato una volta che amava il CG e si era ispirato al repertorio liturgico sino dalla sua giovinezza.

Il problema dell’interpretazione musicale è assai delicato. Ai dattilografi della tastiera – che macinano il massimo numero di note nel minor tempo possibile - e ai funamboli della voce – che volteggiano nei melismi impacciati in una grande confusione che annulla ogni armonia di movimento – ricordo che le note sono l’elemento necessario sì, ma totalmente insufficiente per creare la musica.
Senza un atto creativo dello spirito umano, animato dal Paraclito, ogni sforzo è vano. Per cantare il gregoriano occorre prima di tutto pregare. E la preghiera trasfigurerà le note. Come insegna ancora oggi il mistico Arturo.


13º episódio, 29-4-2014
O canto ao serviço da comunidade - Canto cisterciense, Edição Medicea, Solesmes
- Nomes para o canto gregoriano...
- Ofício rítmico de Santo Francisco, Santo António de Lisboa, Santa Clara, por Frei Juliano d'Aspira.
- Salve Regina solene, tropada.
- Edição Medicea, iniciada por João Pedro-Luís de Palestrina, com 1 tomo Temporal e outro Santoral. Escrúpulo histórico, ou a adaptação ao tempo.
- Intróito In nomine Iesu omne genu flectatur.




Laus Deo

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Música da Santíssima Trindade / Dominica I post pentecosten Sanctissimae Trinitatis

A Santíssima Trindade à Mesa na Casa de Abraão, por André Rublievo.


Partituras
  • Proprium (PDF) que cantámos nesta Missa, na versão do Graduale Restitutum, juntamente com parte do Ordinarium cantado.
  • Traduções para português para o pôvo (PDF)
  • Ofertório autêntico com versículos (PDF)
  • Cânticos próprios simples para as igrejas mais pequenas (PDF)






Comentário de Tiago Barófio:
Il testo dell’introito riprende liberamente la preghiera che l’angelo ha suggerito a Tobia e Tobit (Tob 12, 6) e introduce un esplicito riferimento alla “sancta Trinitas atque individua Unitas”.
La melodia pone vari problemi. È tramandata in fonti assai antiche (tra cui l’antifonario di Senlis dell’Antiphonale Missarum Sextuplex), ma non è originale. Ricalca l’introito Invocabit me della I domenica di quaresima. Non rispetta, tuttavia, l’articolazione dei periodi musicali e talora non fa coincidere gli accenti verbali con quelli musicali del modello, come si può vedere facilmente da un confronto. Il culmine melodico oggi si trova sulla parola giusta (confitebimur = glorificabo in quaresima), ma sulla sillaba sbagliata. Nonostante vari incidenti redazionali, il messaggio dell’introito è chiaro. È un invito a ripensare alla nostra vita per scoprire i segni della misericordia di D-i-o. Il prendere coscienza di essere amati da Lui con gesti concreti, quotidiani e imprevisti, apre il cuore e la mente alla glorificazione di D-i-o.
Ma chi è D-i-o?
La liturgia oggi invita il cantore a fermarsi e a creare uno spazio di silenzio, a non inseguire mille ragionamenti, ma a mettersi in ascolto dell’acqua che gorgoglia in fondo al cuore e si fa strada tra il deserto e i massi torrentizi della vita. Invita a vedere al di là delle cose, ad aprire tutti i sensi per cogliere la Presenza, senza lasciarsi intimidire e intimorire dalle tante cosiddette voci critiche che moltiplicano le obiezioni e creano, sen non altro, una grande confusione e un’aridità mortifera. 
D-i-o non è un dio come spesso e facilmente si pensa. È la Trinità santissima e l’Unità indivisa. Rimane un mistero che senza la fede diviene un’aberrazione senza senso. I Padri orientali non hanno avuto la pretesa iniqua di spiegare il Mistero – se è Mistero autentico, sfugge ad ogni spiegazione razionale –, ma si sono avvicinati percorrendo il cammino della bellezza. 
Il Padre è l’origine, ma non si vede; come le radici di una rosa che si sviluppa dalle tenebre della terra. Il Figlio è la rosa, pianta che porta foglie, spine e fiori: realtà concreta, palpabile. Lo Spirito è la fragranza che si espande invisibile e tutto pervade.
Nella preghiera d’adorazione il cantore irradia il profumo della bellezza attraverso il linguaggio dei suoni: le singole molecole – le singole note – si aggregano e divengono un flusso d’armonia sinfonica che ha la forza di rendere presente l’Indicibile, l’Invisibile, la Parola che si è fatta carne e che si fa attuale nella forza dello Spirito. Allora non si canta più con le sole corde vocali, ma con tutta la vita. 
Os, lingua, mens, sensus, vigor / confessionem personent” cantiamo all’inizio dell’ora Terza nell’inno Nunc sancte nobis Spiritus. Celebrare la Trinità è il primo frutto dell’accoglienza dello Spirito santo: è LUI che riconosce nel maestro rivoluzionario Gesù di Nazareth il Figlio del Padre; è LUI che nel silenzio ci conduce alla presenza del Padre. 
È lui che canta in noi e rende efficace il ministero dei cantori, come ci suggerisce Adamo di San Vittore nella sequenza che l’odierna liturgia propone come inno nell’ufficio delle letture a Pentecoste: “Lux iucunda lux insignis ...Corda replet, linguas ditat, / ad concordes nos invitat / cordis, linguae modulos” (la melodia è comune alla sequenza Laudes crucis attollamus che è servita da modello a Lauda Sion salvatorem dell’Aquinate).









Versão simples em latim (PDF):




Graduale: Benedictus es (nossa gravação)



    Salmo Responsorial simples em Latim Beatus populus quem elegit Dominus (PDF):









      Outra gravação, de Pedro Manuel Desmazeiros:









      Comunhão simples em Latim Laudate Dominum de caelis (PDF):




        Partituras e gravação de 26-5-2018:
        ĩt. Benedicta sit sancta Trinitas http://pemdatabase.eu/image/1378
        ky. http://pemdatabase.eu/image/4500
        gl. http://pemdatabase.eu/image/11612
        gr. Benedictus es http://pemdatabase.eu/image/5890 & http://pemdatabase.eu/image/11354
        al. Qualis Pater talis Filius http://pemdatabase.eu/image/1662
        of. Benedictus sit Deus Pater http://pemdatabase.eu/image/1662 & http://pemdatabase.eu/image/6078 & http://pemdatabase.eu/image/35041
        sã. = ky.
        ag. http://pemdatabase.eu/image/4501
        cõ. Data est michi http://pemdatabase.eu/image/572
        hỹ. Pange lingua
        ãt. Regina celi http://divinicultussanctitatem.blogspot.pt/2011/09/santa-missa-cantada-ao-domingo.html

        *

        Fontes e gravação c2019-6-15:
        in. Benedicta sit sancta Trinitas http://pemdatabase.eu/image/1378
        ky. http://pemdatabase.eu/image/4500
        gl. http://pemdatabase.eu/image/11612
        of. Benedictus sit Deus Pater http://pemdatabase.eu/image/1662 & http://pemdatabase.eu/image/6078 & http://pemdatabase.eu/image/35041
        sã. = ky.
        ag. http://pemdatabase.eu/image/4501
        cõ. Benedicimus Deum http://pemdatabase.eu/image/6078
        hỹ. Pãge lĩgua gloriosi

        *



        Gravação: 



        domingo, 12 de junho de 2011

        Cânticos do Pentecostes / Dominica Pentecostes ad missam in die



        Pregação do Papa Bento XVI neste Domingo:



        O cântico de entrada Spiritus Domini replevit orbem terram alleluia (0:50), a explicação de Fulvio Rampi sobre as peculiaridades musicais do tempo Pascal (2:27) e a sequência Veni Sancte Spiritus (5:42):



        Comentário de Tiago Barófio sobre o intróito:
        L’introito di Pentecoste deriva il testo da Sap 1, 7. Con la triade re-fa-la entra nella scena, quasi in punta di piedi, lo Spirito santo. È lo Spirito di D-i-o che la successiva triade fa-la-do e il mi acuto (orbem) rivela nel suo dispiegarsi sull’universo intero. Pur nascosto e invisibile, quasi fosse sullo sfondo della storia, mentre ne è il protagonista principale, lo Spirito “conosce ogni linguaggio”. Affermazione la cui importanza è sottolineata dal secondo vertice melodico, di nuovo il mi. Lo Spirito conosce e, nel rispetto della libertà di ciascuno, è pronto a orientare, correggere, illuminare non solo le parole pronunciate dagli uomini ma, prima di tutto, i moti interiori e i pensieri più profondi, le radici da cui affiorano parole e atteggiamenti operativi. Che tutta questa complessa operazione non sia scontata e pacifica, lo suggerisce il versetto salmico. È un’accorata implorazione (Exsurgat) che ricorda la presenza infestante e continua dei nemici di D-i-o e dei suoi figli. 
        Il dono dello Spirito è l’atto che suggella il mistero pasquale; la Pentecoste conclude le sette settimane delle celebrazioni del tempo di Pasqua. Oggi sentiamo ancora il crescendo tonificante dell’ “alleluia” che cantiamo al termine delle due sezioni dell’introito. Ma che cosa accadrà domani? La storia rivela, purtroppo, che lo Spirito spesso scompare dall’orizzonte della vita cristiana: non se ne parla quasi mai oppure se ne rivendica quasi il monopolio in ristretti gruppi non sempre limpidi. 
        Nei secoli intorno all’anno 1000, i cantori hanno proposto centinaia di riflessioni oranti, frutto di una diuturna ruminazione. Mentre i teologi “ufficiali” si perdevano in labirinti di astratti ragionamenti, i ministri della Parola cantata hanno fissato il balbettio della loro fede alla ricerca della verità di D-i-o e dell’uomo. Sono in particolare i tropi del Kyrie eleison ha rivelare il tesoro di quella preghiera che il tempo ha reso ancor più preziosa. 
        Accanto ad approfondimenti della teologia trinitaria (aequalis patri filioque; flamen sacrum utriusue; amborum sacrum spiramen, nexus amorque; cohaerens patri natoque, unius usiae consistendo, flans ab utroque, vapor utriusque), i cantori del passato ci coinvolgono nella loro esperienza comunicandoci quanto hanno vissuto, proponendo alcuni squarci della loro esperienza per un sereno confronto rispetto a ciò che noi oggi pensiamo e viviamo. 
        Ecco una serie di titoli pneumatologici tratti da una dozzina di tropi del Kyrie della Messa: 
        fons vitae, vivifice spiritus vitae vis, amor summus, praepotens in munere septiformis gratiae, deus lucifluus, flamen almum cuncta replens lumine splendido tuo, ignis divinus, illustrator cordis/cordium, lux de luce, lumen aeternum pectora illustra, clarificans repletos caligine, distributor gratiae, largitor gratiae/veniae, advocate fidelium, consolator dolentis animae, medicina nostra et misericordia, expurgator scelerum, purgator culpae, salus nostra, solamen miserorum, virtus nostra, vivificans repletos caligine, vis purificans ... 
        Non resta che iniziare ogni nostro impegno liturgico con un’invocazione come quella che conclude il Kyrie Fons bonitatis (ed. Vaticana II): Kyrie, ignis divini pectora nostra succende, ut digni pariter proclamare possimus semper: eleyson.



        Aleluia Vinde Espírito Santo.


        A sequência Veni Sancte Spiritus, cantada pelo eslovaco:

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        capelagregorianaincarnationis@gmail.com

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