sábado, 5 de março de 2016

AULAS de MÚSICA SACRA no ALGARVE

Inscrições Abertas 


Objectivos: Cantar a Santa Missa e a Liturgia das Horas
Segundo o Magistério e a Tradição da Igreja Católica.
 Matérias: Canto Gregoriano, Solfejo Medieval, Latim.

Não é necessária formação musical prévia.

Local, horário, e preço
: a combinar.
Contactar Responsável: Francisco Vilaça Lopes.


Portimão \ Música Sacra \ Ferragudo \ Polifonia \ Mexilhoeira Grande \ Música Erudita \ Alvor \ Música Antiga \ Lagoa \ Órgão de Tubos \ Estômbar \ Técnica Vocal \ Monchique \ Solfejo \ Silves \ Composição \ Parchal \ Canto a capella \ Salmo Responsorial \ Oração dos Fiéis \ Latim \ Carvoeiro \ Canto acompanhado \ Aulas individuais \ Odiáxere \ Aulas em grupo \ Lagos \ Academia \ Porches \ English-speaking \ Loulé \ Francofone \ Albufeira \ Anglican Mass \ Armação de Pêra \ Faro \ Missa Tridentina \ Aljezur \ Forma Extraordinária do Rito Romano \ Sagres \ Partituras \ Vila do Bispo \ Combate ao Stress \ Praia da Luz \ Meditação \ Igreja Matriz \ Tavira \ Órgão Histórico \ Igreja de São Lourenço em Almancil \ Órgãos Ibéricos \ Olhão \ Claves \ Vila Real de Santo António

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Cursos de Canto Gregoriano, Polifonia e Órgão de Tubos para Músicos Litúrgicos [ACTUALIZADO]

2016

Julho

Junho

Abril

Março

Previstos, ainda sem data

Permanentemente

Esta página será actualizada no futuro.
Guardai-a nos vossos favoritos, e partilhai-a!
E, sobretudo, frequentai os eventos!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

APRENDER uma ARTE MARCIAL: JOGO DO PAU PORTUGUÊS

AVISO prévio: inteire-se dos benefícios e conselhos básicos para a práctica saudável de actividade física e desporto (PDF, aplicável a qualquer actividade de alta intensidade, inclusive J.P.P.).

***

 

URSO ONLINE DE INICIAÇÃO AO JOGO DO PAU PORTUGUÊS


Ministrado pelo Mestre Hélder João Vieira Valente, fundador da Escola de Portimão e da Associação Algarvia do J.P.P., e por muitos considerado o Grão-Mestre desta Arte Marcial tradicional em Portugal. Todo o material tem sido publicado no Facebook, no sítio e no Youtube do Mestre.

Anexos:

The GOLDEN MEDAL, that our World Champion Friend, EJAMM NIZAM, disciple of the G.M.: S. SUNDERAJU NAIDU, of SABAH –...
Publicado por Jogodopau Portimão em Domingo, 15 de Fevereiro de 2015


Êste postal serve-me de guia de estudo e será actualizado assim que novas informações houver.

Arte Marcial \ Artes Marciais \ Karaté \ Judo \ Aikido \ Krav maga \ Boxe \ Kick-boxing \ Vale-tudo \ MMA \ Técnicas Policiais \ Luta Greco-Romana \ Jiu-Jitsu \ Tiro com arco \ Savate \ Matracas \ Lança \ Espada \ Esgrima \ Sabre \ Florete \ Tiro com Besta \ Feira Medieval \ Feiras Medievais \ Kendo \ Desporto Nacional \ Jogos Olímpicos \ Futebol \ Desporto \ Juventude \ Câmara Municipal \ Apoios \ Auto-Defesa \ Defesa Pessoal \ Folclore \ Algarve \ Ferragudo \ Lagoa \ São Bartolomeu de Messines \ Silves \ Faro \ Loulé \ Portugal

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Ladainha de Nossa Senhora em Língua Portuguesa


Salvé, Maria Imaculada, Santa Mãe de Deus!

Com muita alegria, apresentamos esta Ladainha para ser cantada! Foi inspirada na Ladainha de Todos os Santos (Litaniae Sanctorum), usual na Liturgia do Rito Romano. O Tom original, com o texto em latim, encontra-se à página 831 do Graduale Romanum para o Rito Ordinário. O Graduale referido pode ser encontrado, em pdf, aqui.

A partitura gregoriana da Ladainha pode ser encontrada neste elo. E, para quem quiser ouvir, para melhor aprender, o áudio pode ser acessado aqui. Quem se interessar pode acessar a mesma Ladainha em Solmização neste elo.

A Ladainha de Nossa Senhora em Língua Portuguesa é um dos frutos do trabalho da Turma do Gregoriano em Linha. Um convite fica a quem estiver interessado!

Quem achar interessante o uso desta Ladainha, e porventura a utilizar, tenha a bondade de gravar-nos e enviar-nos para que possamos partilhar no Blog!

No partitura também temos o Sub Tuum Praesidium, À Vossa Proteção. Uma oração muito bela, que, assim como a Ladainha, é enriquecida de Indulgência Parcial! 

Como fruto de pesquisas, foram encontradas outras duas versões da Ladainha de Nossa Senhora, em latim. São versões um pouco mais complexas, mas também belíssimas, das quais desconhecemos adaptações para a Língua Portuguesa. O livro onde pode-se encontrá-la é o Liber Usualis 1957 da página 1961 à 1966. Quem se interessar, fica convidado a ver o Liber Usualis neste elo. Há também à página 419ss deste Antiphonale uma outra belíssima versão em Latim.

domingo, 20 de dezembro de 2015

As Respostas Polifónicas do Primeiro Grau - Introdução à Polifonia da Renascença

Hoje introduzir-nos-emos à Polifonia do Renascimento, género musical que éconsiderado pelo Magistério como sendo o mais sacro para a Liturgia Latina, depois - claro está - do Canto Gregoriano. Mas por onde começaremos? Por onde nos indica, precisamente, o Magistério, que é a via mais simples e segura.
apontado pelo

Diz-nos a instrução Musicam Sacram de 5 de Março de 1967, publicada pela Sagrada Congregação dos Ritos e aprovada pelo Papa Paulo VI durante o Concílio Vaticano II, que na Missa há três graus de participação activa relativamente ao uso da música. O primeiro grau inclui as secções mais importantes da Missa e que deverão ser cantadas com prioridade. No canto do segundo grau apenas devem ser investidos esforços se o primeiro grau estiver satisfeito, e o mesmo sucede para o terceiro grau em relação ao segundo (excepto excepções excepcionais).

Já várias vezes disse isto em relação ao Canto Gregoriano: os tons e as respostas do primeiro grau são muito simples, curtas, sempre iguais e repetem-se ao longo duma mesma cerimónia; já os cânticos do segundo grau (ordinarium missae) exigem relativamente maior dificuldade por serem mais longos e ornados, mas o texto, permanecendo igual ao longo do ano litúrgico, é passível de manter-se com uma mesma melodia enquanto durar um tempo litúrgico, e variar como variam as côres dos paramentos; finalmente, o terceiro grau (proprium missae) varia todos os dias e é extremado na ornamentação.

O mesmo podemos dizer da Polifonia do Renascimento. Para os poucos córos litúrgicos que podem aventurar-se no reportório polifónico, não faz sentido querer preparar um motete para o Domingo de Ramos, que só será cantado uma vez no ano, quando nunca se cantou um Kyrie ou um Agnus Dei; e não faz sentido querer preparar um Credo quando não se canta um simples Amen.

Quais são então as orações do primeiro grau? Enumera-as o referido documento conciliar:
«29. Pertencem ao primeiro grau:
a) nos ritos de entrada:
- a saudação do sacerdote com a resposta do povo;
- a oração;
b) na liturgia da Palavra:
- as aclamações ao Evangelho;
c) na liturgia eucarística:
- a oração sobre as oblatas,
- o prefácio com o respectivo diálogo e o "Sanctus",
- a doxologia final do cânone,
- a oração do Senhor - Pai nosso - com a sua admonição e embolismo,
- o "Pax Domini",
- a oração depois da comunhão,
- as fórmulas de despedida.»

Retirando daqui o que só pode ser cantado pelo Celebrante (e obviamente não pode ser cantado polifonicamente), assim como o Sanctus (cujo nível de dificuldade na práctica pertence ao segundo grau), ficamos com as respostas polifónicas do primeiro grau:
  • Amen, que se canta no fim das orações colecta, sobre as oblatas, depois da comunhão, etc.
  • Et cum spiritu tuo ( = E com o teu espírito. ), que se canta para abençoar o celebrante em vários momentos importantes da Missa tais como antes do Evangelho, antes da consagração, etc.
  • Gloria tibi Domine ( = Glória a Ti, Senhor ) que é a resposta dada imediatamente antes da proclamação do Evangelho
  • Et cum spiritu tuo ... Habemus ad Dominum ( = Temos [os corações] no Senhor. ) e Dignum et justum est ( = É digno e justo [dar graças a Deus] ), do diálogo antes do prefácio da oração eucarística.
  • Sed libera nos a malo ( = Mas livra-nos do mal ), a última e única frase do Pai-Nosso que tradicionalmente é respondida pelo pôvo.
Muito bem. E onde se encontra este reportório? Quais as versões polifónicas da Renascença para estes textos?

Eu, sendo português, sou da opinião que devemos preferir sempre que possível as composições feitas em Portugal e/ou por autores Portugueses no Estrangeiro, pois essas são as que mais nos informam sobre a nossa própria tradição religiosa e litúrgica: quais os tempos e as festas com mais devoção, quais os textos escolhidos localmente para cada oração, qual o tratamento musical dado a cada texto, qual o número de vozes mais frequentemente escolhido, etc.. Desde a Reconquista aos muçulmanos que o reportório sacro português sempre sofreu influências doutros países, mas soube também criar uma identidade própria, e o vasto reportório polifónico de altíssima qualidade que chegou até nós é disso mesmo prova.

Para os nossos leitores do Brasil, creio que o mesmo raciocínio é de aplicar, uma vez que nesta época se estava dando a primeira missionação do território, o que no plano musical consistiu inicialmente na importação do reportório musical sacro praticado na Europa, sobretudo em Portugal. Existem, aliás, alguns códices antigos no Brasil que testemunham este facto, e muitos outros por estudar, que certamente mostrarão composições dêste período criadas originalmente no Brasil, mas para já não conheço nenhuma. Mas saíndo do Renascimento, e entrando no século XVII e seguintes, aparecem muitas composições originais de Brasileiros, ora com forte influência das obras renascentistas anteriores, ora da música que entretanto evoluíra na Europa, ora apresentando aspectos verdadeiramente originais. Para mais informações, não perder a História da Música Brasileira do Maestro Ricardo Canji.

Quanto às edições a usar, sou da opinião que devemos evitar as transcrições para a notação musical moderna. Embora muito difundida, esta notação não é a mais adequada para a música do Renascimento, principalmente porque a escrita dos compassos pode induzir em erro o cantor, habituado a acentuar as primeiras notas de cada compasso. Para além disso, as notas são relativamente pequenas, o que obriga a que todos carreguem papel durante o canto, e a colocação do texto é sempre uma opção do editor, por vezes questionável. Também resulta numa escrita menos económica uma vez que os silêncios das vozes obrigam a grandes vazios nas pautas quando estas são organizadas em sistemas. Não obstante, estas transcrições não deixam de ser muito úteis, por exemplo, para tanger o órgão.

Pelo contrário, para o canto, muito mais apropriada é a notação musical usada na Alta Idade Média e no Renascimento, a chamada notação mensural branca: mensural porque, contrariamente ao canto gregoriano, em que cada nota poderia ter um valor próprio em função do texto, na notação polifónica cada nota tem um valor "medido", ou seja convencionado numa relação aritmética simples com a unidade de tempo definida pela regência do maestro e aplicável a todas as diferentes vozes do agrupamento; e branca, porque, contrariamente aos neumas do canto gregoriano, que são todos preenchidos com tinta, os neumas da escrita polifónica não são preenchidos (na maioria dos casos), sendo só desenhado o seu contorno, com o objectivo de não causar borrões nem de a tinta passar para o verso do fólio (o outro lado da página).

Esta notação é superior para a escrita e interpretação da polifonia do Renascimento, por várias razões. Desde logo porque é a original, aquela na qual o compositor pensou a obra. Também, à semelhança dos códices gregorianos, apresenta as letras maiúsculas iniciais ricamente ornadas com motivos piedosos e musicais, que alegram o cantor, bem como o custos (guardião) no final de cada pauta, que o recorda de qual a nota a cantar de seguida. Depois, não mostra as vozes em sistema, mas cada uma no canto do campo visual quando se tem o livro aberto:
  • superius / cantus no canto superior esquerdo, isto é na metade superior da página esquerda
  • [contratenor] altus no canto sup. dt.º, i.e. na met. sup. da pág. dt.ª
  • tenor no canto inf. esq.º, i.e. na met. inf. da pág. esq.ª
  • e [contratenor] bassus no canto inf. dt.º, i.e. na met. inf da pág. esqª
Assim separadas as vozes, são óbvias várias vantagens:
  • A notação polifónica aproxima-se do canto gregoriano, o que faz o cantor descobrir na sua própria melodia o ritmo que dela emana, e não o do compasso.
  • Os silêncios ocupam pouco espaço, e as notas estão todas encostadinhas, economizando papel.
  • As notas são maiores, o que facilita a leitura à distância e dá ao cantor um incentivo difícil de explicar por palavras (maior audácia?).
  • Permite que todos cantem pela mesma partitura na estante / facistol, não havendo ruídos do manuseamento do papel durante a liturgia, nem preocupação se estamos na página certa ou não, nem de distribuir folhas nos ensaios e liturgias.
  • A partitura única, por sua vez, obriga os cantores a estarem próximos, com boa postura, a ouvirem-se e a apoiarem-se mutuamente nas intensidades do som, "como as pedras duma catedral" (fundamental).
Onde obter, então, estas partituras? Hoje apontarei um recurso valiosíssimo: a Base de Dados da Música Antiga Portuguesa, mais conhecida por Portuguese Early Music Database (pemdatabase.eu), da responsabilidade do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É de registo gratuito e permite consultar várias centenas de páginas de manuscritos antigos de música sacra, Canto Gregoriano e Polifonia do Renascimento, em fac-simile. Permite pesquisas dirigidas por códice, localização geográfica, século, tipologia litúrgica, compositor, etc.. Só não permite a descarga directa das imagens nem a sua reprodução pública sem autorização prévia.

Para o nosso caso, interessam-nos as respostas (responses) que se encontram num manuscrito do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra de meados do século XVI. Nos seus fólios 018v-019r podemos comtemplar umas belíssimas respostas polifónicas do 1º grau em latim. (Na base-de-dados existem outras 2 versões musicais para os mesmos textos: uma que tem a mesma melodia mas a partitura encontra-se inacabada, e uma outra também inacabada e com melodia diversa)

Como interpretar, então, esta notação? Num postal futuro abordaremos os aspectos mais específicos desta notação musical, mas para já ficam dois princípios familiares à notação quadrada do canto gregoriano:

Clave de C: a linha que passa entre os dois quadrados assinala a corda C.
Clave de F: a linha que atravessa o quadrado do lado esquerdo e passa pelo meio dos losangos do lado direito assinala a corda F.

Continua...

domingo, 25 de outubro de 2015

Equipamento principal ou alternativo?

Aviso: este artigo pretende ser satírico e alegórico.
Denúncias anónimas à equipa de jornalismo de investigação da DCS revelaram que, afinal, a camisola branca com letras vermelhas e calções vermelhos (foto) não é o equipamento principal do Benfica, mas sim o alternativo.

O equipamento alternativo
do Sport Lisboa e Benfica.
Segundo fontes que quiseram permanecer no anonimato, o equipamento principal do Clube das Águias é precisamente o inverso (camisola vermelha com calções brancos) e, ao contrário do que toda a gente pensa, deveria ser sempre a primeira opção para os Jogos.

Para esclarecer esta polémica, pegámos numa camisola vermelha do Benfica e fômos entrevistar pessoas ligadas ao Clube.

O Presidente

O actual Presidente do Clube recebeu-nos em sua casa e felicitou-nos. Assim que viu a nossa camisola vermelha, confessou a sua impotência perante o problema: «Eu levo sempre a camisola vermelha aos Jogos, e exorto os meus amigos a fazerem o mesmo, mas parece que ninguém quer saber. Temos a camisola vermelha à venda na nossa loja, em todos os tamanhos, e hoje em dia com a internet até dá para descarregar sem pagar nada, mas ninguém lhe pega.» e acrescentou: «Com os meus Predecessores foi a mesma coisa.»

Agostinho, Gregório, e o hondurenho Josemaría Escrivá, antigas Glórias do Clube também presentes no momento da entrevista, manifestaram igualmente o seu espanto: «A camisola vermelha sempre nos inspirou. Sem ela nunca seríamos quem hoje somos.»

Os Dirigentes

Depois de negociações longas e difíceis no agendamento duma entrevista com os Dirigentes dos vários departamentos do Clube, foi-nos dito: «Nós somos um Clube que acolhe.»

Em entrevista à DCS, um dos Dirigentes revelou-nos: «Deve ser usada a melhor.» Dissemos que os Presidentes e as antigas Glórias do Clube sempre preferiram a camisola vermelha, ao que nos respondeu: «Já tivemos uma camisola preta e lilás, muito mais feia do que esta (...) [E]stamos a fazer uma caminhada».

Perante a denúncia da DCS, que muitos jogadores se apresentariam alegadamente em campo com o equipamento todo sujo ou com a camisola da equipa contrária, um outro Dirigente disse-nos: «Não ouviu dizer que os jogadores devem cheirar ao mesmo que os adeptos? De que serve um jogador estar bem apresentado e lúcido, se nas bancadas temos bêbados e delinqüentes? A nossa realidade Clubística mudou.»

Às questões «Mas não lhe parece que isso desmoraliza os adeptos e os leva a saírem do Clube? Não teme que confudam o seu Clube com outros mais pequenos e sem qualquer tradição nem legitimidade, que usam outras camisolas?», responderam-nos «Para si que é benfiquista, parecem-lhe saídas. Mas, para os nossos clubes irmãos que estão de fora, eles vêem entradas. É uma questão de perspectiva e de ir ao encontro do outro. Para além disso, também vêm muitos adeptos doutros clubes aos nossos Jogos, sem saberem ao que vêm mas acham que estão nos jogos dos clube deles. (...) Não queremos que ninguém fale mal de nós.»

Revelámos ainda que cada vez há mais jovens a manifestarem interesse pelas camisolas antigas do Clube, e que uma mudança por parte dos Dirigentes também seria muito benéfico para encher a escola do Clube, hoje vazia. A resposta foi clara: «Já viu o trabalho imenso que tivemos para remodelar os estádios? Deixaram de ser belos relvados rectangulares para serem estas arenas redondas cheias de gravilha. Não me diga que também quer que desfaçamos isso.»

Depois mostrámos que por todo o mundo já existem delegações do SLB que voltaram à camisola antiga, e que só por cá não se fazia o mesmo, ao que nos gritaram: «Reaccionários!»

Jogadores

Já os jogadores mostraram-se mais acessíveis ao nosso contacto. Quando viram a nossa camisola vermelha, ficaram a olhar para nós, mudos. Depois perguntaram: «O que é isso?» Dissemos que era uma camisola do Benfica, ao que nos responderam: «Isso é arqueologia e não vamos regressar ao passado. Agora podemos usar a branca porque o Concílio Benfiquista II assim quis.»

Confrontámo-los então com a citação directa de um dos documentos do referido Concílio, especificamente sobre as entradas em Campo, em cujo número 116 se lê assim: «O Clube reconhece como equipamento principal a camisola vermelha com calções brancos; terá este, por isso, na acção desportiva, ceteribus paribus, o primeiro lugar.» Ao que retorquiram: «Não aprendemos Latim.»

Argumentámos ainda que muitos dos adeptos mais velhos ainda se lembram de verem os jogadores com as camisolas vermelhas, e gostariam de os ver novamente, ao que um dos actuais membros do plantel nos disse: «Um jogo de futebol não é um desfile de moda!»

Adeptos

À saída do Estádio sondámos as opiniões do pôvo sobre a nossa camisola vermelha. Um fã disse: «Gosto muito. Mas se os jogadores vestirem isso, são logo postos no banco.» Outro: «Isso é daqueles malucos que vestem tudo com rendas.» E ainda outro: «Então o Estado não proibiu isso?»

Já um adepto do clube adversário: «Amigo, os jogadores têm medo de não serem reconhecidos pelos adeptos se forem vistos com essas camisolas. Têm medo de ter as bancadas vazias. Não vê que isto é um negócio? Eles ganham a vida com os bilhetes que vendem.»

Falámos também com um líder duma claque benfiquista, que nos disse: «Mas a camisola oficial é a branca. Ninguém sabe vestir a camisola vermelha. Lembro-me que num jogo há uns anos usámos todos camisolas vermelhas e o povo adorou, mas decidimos nunca mais repetir.» Acrescentou ainda que uma vez apareceu um adepto vestido de vermelho: «Achei inadmissível aparecer no jogo e querer vestir aquilo, quando nunca veio aos ensaios. Mandei-o voltar noutro dia.»

Procurámos também junto de estilistas profissionais qual a sua opinião sobre as camisolas do Clube: «As camisolas novas são uma porcaria. As antigas é que eram boas. Eles desprezam-nas mas nós vamos guardando as poucas que sobram. Fazemos os nossos próprios desfiles de moda, às vezes fora do Estádio, outras vezes deixam-nos desfilar lá dentro. Dizem que gostam dos desfiles com as camisolas, mas nunca à hora do Jogo.» E desabafou ainda: «Ninguém nos oferece pagamento.»

Outro estilista, amador, disse-nos: «É muito desencorajador este serviço ao Clube. Até para arranjarmos costureiros temos dificuldade, porque os jogadores não apelam ao apoio dos adeptos. Ninguém nos compreende nem agradece o nosso esforço.» E acrescentou: «Nós somos benfiquistas.»

domingo, 13 de setembro de 2015

Antífona de Vésperas: «Cantai ao Senhor um cântico novo»

A antífona gregoriana Cantate Domino canticum novum laus eius ab extremis terrae para as Vésperas da 2ª feira depois do dia 16 de Dezembro no Advento e para a 2ª feira da 4ª semana do Saltério foi agora traduzida literalmente para Português e editada em pelo nosso amigo Felipe Gomes de Souza das Minas Gerais.

O cântico original em Latim encontra-se no Graduale Simplex e no Antiphonale Romanum, e esta nova versão em língua portuguesa é muito simples e fácil de se cantar. Descarregai o PDF e ensaiai com o MP3!

Cantai ao Senhor um cântico novo:
o seu louvor chegue dos extremos da terra! (Isaías 42,10)
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, +
Como era no princípio e agora e sempre, *
E pelos séculos dos séculos. Amém.


Isto e muito mais na nossa colecção de cânticos gregorianos transcritos para o vernáculo de Camões, disponível através das Folhas do Google.

sábado, 12 de setembro de 2015

Processionário Beneditino de Coimbra

O nosso amigo Marco da Vinha dos blogues Una Voce Portugal e Alma Bracarense enviou-nos um códice português de canto-chão do século XVIII. Trata-se do Processionarium monasticum juxta consuetudinem Monachorum Nigrorum Ordinis S.P.N. Benedicti regnorum Portugaliae, ou seja "Processionário monástico segundo o costume dos Monges Negros da Ordem do Nosso Pai São Bento dos Reinos de Portugal", de 1727, no qual se encontrarão muitas coisas boas, velhas e novas!

Deixamos-vos como exemplo as partituras e gravações de dois cânticos familiares, aqui em versões substancialmente distintas das do Graduale Romanum:










domingo, 23 de agosto de 2015

Curso de Canto Gregoriano do Maestro Juan Carlos Ascensio


Decorre na Rádio-Televisão Espanhola um programa sobre canto gregoriano entitulado Sicut luna perfecta, da responsabilidade de João Carlos Ascênsio, maestro do côro gregoriano madrileno Schola Antiqua.
Por trás dêste título esconde-se um fragmento duma peça de canto gregoriano, reportório ao qual está dedicado este programa da manhã de sábado. Estilos, formas, reportórios afins e as vozes actuais do canto litúrgico passarão sucessivamente, ordenados segundo critérios históricos, funcionais e litúrgicos, sem olvidar aspectos pedagógicos, de pervivência do canto gregoriano e de suas transformações em séculos posteriores à sua criação.

Temas:
  1. Sicut luna perfecta...
  2. Desde Milão até aos Magos do Oriente
  3. Do canto romano antigo até Santo Antão
  4. Duelos de cantores: o reportório de Benavento
  5. O canto dos Hispanos
  6. O reportório perdido dos descendentes de Asterix
  7. O mito de São Gregório e o canto que leva o seu nome
  8. Salmodias primitivas e pastores de rebanhos
  9. Cantos com resposta e salmodias quaresmais
  10. Antífonas e mosteiros
  11. Kyries, Glorias e outras penitências
  12. Credos e palmas
  13. A Lua Cheia no Tríduo Sacro
  14. Cantos Pascais
  15. Santos, Cordeiros, Querubins e Serafins
  16. De Ladainhas e Páscoas
  17. Tropos, Páscuas, e Flores de Maio
  18. Mais tropos, mais páscoas... e mais flores de Maio (II)
  19. Mais tropos, mais páscoas... e mais flores de Maio (III) 
  20. Espíritos (santos)... e seqüências
  21. Mais seqüências... e as últimas flores de Maio
  22. Dramas (litúrgicos) e Corpos (místicos)
  23. Outros cantos desconhecidos
  24. As Historiae ou Ofícios Rítmicos
  25. Ite missa est... Benedicamus Domino
Uma excelente oportunidade para aprender escutando, ou através do sítio da RTVE, ou através da lista de reprodução do Youtube em boa hora carregada pelo canal do Som da Palavra:

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