quinta-feira, 30 de julho de 2026

Um século de trabalho em Solesmes - 1ª Parte: O Canto Ambrosiano - Dom Jean Claire OSB

Na opinião de Monsenhor Alberto Turco, o artigo Un secolo di lavoro a Solesmes, da autoria do frade beneditino Dom Jean Claire e publicado em Studi GregorianiVolume XVI (16), ano 2000, pp.7-51, é a publicação gregorianística mais relevante para a actualidade, e deveria ser traduzido em todas as línguas. Segue-se, portanto, a tradução portuguesa.

*

Cada mudança de século convida a fazer um balanço do movimento das ideias em diferentes âmbitos e a apresentar pelo menos a lista, brevemente comentada, de quanto foi produzido. É uma espécie de "acta" referente ao canto litúrgico que foi solicitada àquele que foi mestre de coro de Solesmes durante o último quartel do século XX, com a obrigação não leve de ter de falar em certos momentos de si mesmo como se se tratasse de outra pessoa: possa tal acontecer com igual objectividade!

Em vez de seguir estritamente a cronologia a modo de diário do século XX, ano a ano ou década a década, o que obrigaria a voltar várias vezes ao mesmo assunto, proponho estudar cada um deles de uma só vez. Isto trará a vantagem de pôr melhor em evidência os desenvolvimentos de alguns ao longo de um século, e as fases de estagnação sofridas por outros durante o mesmo período. A cronologia recuperará os seus direitos na ordem de apresentação dos seguintes assuntos, tomados um a um:

1900: o canto ambrosiano;
1904: a Edição Vaticana, o Antifonário Monástico, a edição crítica do Gradual;
1907: Le Nombre musical grégorien; os sinais rítmicos; saber ler e compreender;
1911: a Revue grégorienne, as outras publicações;
1950: o canto romano.

 

O CANTO AMBROSIANO

O primeiro acontecimento que marcou em Solesmes o início do século XX foi a conclusão da publicação dos volumes V e VI da Paléographie musicale, consagrados ao canto ambrosiano (1896-1900), ocorrida na celebração do XV centenário da morte de Santo Ambrósio. Dom Mocquereau tinha consciência de abrir assim à musicologia religiosa uma verdadeira "catacumba", à maneira das catacumbas romanas redescobertas e investigadas a fundo por De Rossi na segunda metade do século XIX. Para tal fim, Dom Paul Cagin (1847-1923) passou numerosas temporadas de estudo na Itália, inaugurando entre Milão e Solesmes relações mais do que amigáveis, praticamente nunca interrompidas.

O volume V comtemplava um amplo prefácio de 188 páginas de dom Cagin, seguido de uma Tabela metodológica de dom Gabriel Tissot, que expunha a posteriori o plano que o autor deveria seguir para oferecer um contexto compreensível às suas principais elaborações. Seguia-se a reprodução fototípica das 269 páginas do manuscrito notado mais antigo do canto ambrosiano: London, British Library, Add. 34 209 (séc. XII), apenas pars hiemalis, do Advento à Páscoa. O VI volume compreendia 26 páginas de prefácio do mesmo dom Cagin, que descreviam a missa e o ofício ambrosianos, bem como a transcrição do manuscrito em notas quadradas a cargo de dom Mégret.

Os anos seguintes à publicação foram cheios de acontecimentos: expulsão definitiva dos monges de Solesmes, confisco dos seus bens, o que levou à ruína da tipografia em pleno desenvolvimento. Pouco tempo depois, a eleição de S. Pio X e a sua decisão de dar a toda a Igreja uma edição do canto gregoriano construída a partir dos trabalhos de Solesmes depois de dom Guéranger. Era o suficiente para distrair a atenção do canto ambrosiano, e a exploração da catacumba foi igualmente retardada.

Como se colocava, na época, a questão das relações históricas entre os dois repertórios, ambrosiano e gregoriano, que possuíam em comum uma enorme quantidade de textos com melodias comparáveis, tanto da missa como do ofício, no conjunto mais de metade? Deve dizer-se: colocava-se de modo algo simplista, sob uma falsa aparência de evidência matemática. Todos admitiam, com alguma nuance, que o canto ambrosiano fosse, se não de S. Ambrósio, pelo menos do século IV, e o canto gregoriano, se não de S. Gregório, pelo menos do VI. A prioridade de dois séculos do ambrosiano sobre o gregoriano resolvia, portanto, o problema facilmente: metade do repertório gregoriano era de origem ambrosiana.

A promoção, em 1929, de dom Schuster, abade de São Paulo Fora de Muros, à sé episcopal de Milão, fez evoluir rapidamente a situação. Já a partir de 1930, encarregou os monges de Maria-Laach de preparar uma edição “científica” do breviário ambrosiano. Em 1939, o p. Odilo Heiming anunciou os primeiros resultados, obtidos após o exame das variantes entre o saltério romano e o saltério ambrosiano: «Um grande número de textos comuns a Roma e a Milão mostram com segurança Roma como a sua pátria, com o seu texto certamente romano mesmo em território milanês, ao passo que nem um único destes textos comuns joga a favor de Milão. Sendo assim, devemos afirmar sem hesitação que todos os trechos que se encontram tanto em Roma como em Milão devem a sua existência ao génio romano, mesmo os trechos cujo texto é neutro» (ou seja, sem variante característica).

Malgrado tal veredito, que varria todas as ilusões do passado, ter sido expresso em italiano na revista oficial do rito ambrosiano Ambrosius 1939, p. 65, todos ou quase todos fizeram ouvidos de mercador; apenas alguns liturgistas aderiram a ele, mas sem terem com que tirar as consequências de tais premissas renovadas. Por outro lado, tal como em 1900, no momento da edição de metade do repertório ambrosiano, os acontecimentos de 1939 desviaram a atenção, e a catacumba, mais uma vez, conservou os seus segredos.

Em 1955 foi nomeado novo presidente do Pontifício Instituto Ambrosiano de Música Sacra o Monsenhor E.T. Moneta Caglio, a quem certamente não faltavam qualidades, entre as quais se destacava uma extraordinária perseverança em sustentar as suas ideias pessoais: em suma, durante os quarenta anos em que permaneceu no cargo, até à sua morte ocorrida em 1995, esforçou-se para que o problema não voltasse a ser levantado.

No entanto, em 1956 apareceu um importante estudo intitulado Fonti e paleografia del canto ambrosiano (Archivio ambrosiano VII), que dificilmente podia evitar a questão e aproveitou para a aprofundá-la, perguntando-se se os trechos comuns se assemelhavam, na sua versão ambrosiana, ao canto gregoriano ou ao canto romano antigo. Michel Huglo, que conduzia a investigação, concluía com tanta certeza quanto o P. Odilo Heiming em 1939: «A arquitetura dos cantos ambrosianos está muito mais próxima do gregoriano do que do romano antigo» (p. 129), e isto fornecia a data das importações das peças romanas, que não podiam ser anteriores aos tempos carolíngios. Fazendo depois uma discreta alusão às resistências inspiradas pelo «espírito bairrista», continuava: «Quer se queira quer não, a semelhança entre gregoriano e milanês está suficientemente demonstrada...». Isto, porém, não impediu o Presidente, no ano seguinte, no II Congresso Internacional de Música Sacra em Paris, de declarar, não tendo sido nunca publicado o trabalho de Maria-Laach: «torna-se impossível, de momento, uma avaliação crítica».

Entretanto, as melodias mais antigas (salmodias, timbres antifónicos, etc.) vinham sendo publicadas cuidadosamente, segundo os manuscritos primitivos, por dom Alberto Turco.

Aproximava-se o XVI centenário da morte de S. Ambrósio. Solesmes decidiu publicar um outro manuscrito de canto ambrosiano, o de Muggiasca, completo para a liturgia e preciso para a música. No Congresso Internacional de canto ambrosiano, convocado em outubro de 1997 pelo novo Presidente, Mons. Natale Ghiglione, tive finalmente a oportunidade de apresentar o resultado, longamente amadurecido, do trabalho de Solesmes durante todo o séc. XX, e de mostrar na sua fresca sobriedade a liturgia ambrosiana como ela era antes dos acréscimos gregorianos dos séculos VIII-IX:

três missas do Advento, 
uma única missa de Natal, 
arcaísmos para a Epifania, 
três semanas de Quaresma, com liturgia eucarística apenas aos sábados e domingos, mas cada dia com uma liturgia da Palavra para a formação dos catecúmenos (adultos), 
um tempo pascal bastante despojado, 
a Ascensão apenas distinta do Pentecostes, 
após o Pentecostes, um vazio litúrgico de seis meses até ao Advento.

Por mais inesperado que fosse este resultado, ele concorda contudo em muitos pontos com as observações feitas sobre os antigos documentos galicanos (Missal de Bobbio), beneventanos, hispânicos.

Isto quanto à liturgia.

Quanto às formas musicais identificadas neste restrito repertório (um único canto, em absoluto, nos domingos de Quaresma: o Cantus!), estas apresentam nada menos do que nove timbres, diferentes e independentes, de salmodia in directum para a Quaresma, contra apenas dois no romano-gregoriano, os tratos do 8.º e do 2.º modo. Nas antífonas havia uma maioria em Protus e em Tetrardus, modos primitivos e fortes, contra uma pequena minoria em Deuterus e Tritus, modos derivados e fracos.

Dado que os livros práticos (Antiphonale missarum e Vesperale) editados por dom Sunyol em 1935 e em 1939 estavam esgotados, o cardeal Martini pediu à Congregação para o Culto Divino se não seria oportuna uma nova edição na qual figurasse apenas canto ambrosiano autêntiuco. O projecto recebe grande encorajamento, de modo que hoje o primeiro volume está em fase de conclusão. [Nota de Rodapé: Trata-se do Antiphonale Missarum Simplex iuxta ritum Ecclesiae Mediolanensis, Mediolanum MMI, entretanto publicado.] O projecto torna, ao mesmo tempo, evidentemente necessário extrair do ofício o que falta para a missa; contudo, no ambrosiano, o estilo do ofício está muito mais próximo do da missa do que no gregoriano.

É a partir de tais livros, completados pelos manuscritos para a parte do repertório que não contêm, que será agora possível estudar de modo autêntico a rítmica, a estética e a modalidade do canto ambrosiano “reencontrado”.

[Fim da 1ª Parte]

segunda-feira, 13 de julho de 2026

2ª Edição: Cantus Planus - Solmização


Já abriram as pré-inscrições para a 2ª edição da microcredencial universitária "Cantus Planus: Solmização", promovida pelo Centro de Formação Permanente da Universidade de Salamanca.

Em formato 100% virtual, e equivalendo 4 créditos ECTS, a repetição do curso deveu-se ao enorme sucesso da 1ª edição, estreada em 2025/2026.

Os professores serão: Manuel Gómez del Sol (director, fundador da Schola Cantorum Salmanticae), Isaac Alonso de Molina (coordenador, e autor do manual de solmização que publicitámos recentemente), Raúl Angulo Diaz (Presidente da Associação Ars Hispana), e Amaya García Pérez.

Datas de início a 1/10/2026 e fim a 1/4/2027. Custo 240€. Aulas em língua castelhana.

Mais informações: formacionpermanente@usal.es

sábado, 30 de maio de 2026

«A ORIGEM DOS SINAIS NEUMÁTICOS» Dom J. Claire – Don A. Turco

Tradução portuguesa do artigo «L'Origine dei segni neumatici» apresentado por Dom Alberto Turco no curso intensivo de verão em Pádua em Agosto de 2025. Para mais informações sobre o curso de 2026: notícia Memorare.


A falta de testemunhos coevos sobre a origem dos sinais neumáticos do canto da liturgia da Igreja de Roma obriga-nos a fazer considerações sobre as diversas notações regionais do século X: paleofranca, aquitana, bretã, francesa, lorenesa e sangalesa.

Posto isso, é importante distinguir os neumas gerais dos neumas comummente denominados de «especiais». Os neumas gerais (punctum, virga) são suficientes, em sentido geral, para desenhar a linha melódica; os neumas especiais (qüilisma, oriscus, stropha, trigon) acrescentam à linha melódica algumas precisões e matizes expressivas.

A. Os neumas gerais: punctum, virga

Derivam dos acentos gramaticais, grave ou agudo, que representavam o elemento musical (cantilação) da escrita literária e que, de modo totalmente natural, foram adoptados pelos músicos para significar os correspondentes movimentos (grave, agudo) da melodia. As suas diferentes combinações geram os neumas mais complexos.

Estes sinais básicos são universais: aparecem em todas as escritas neumáticas de forma substancialmente idêntica, já que os acentos agudo e grave são essencialmente os mesmos em todas as escritas literárias.

Uma particularidade: o uncinus lorenês, forma local do punctum dilatado, é um sinal melodicamente abstracto, cujo significado, quer de som agudo, quer de grave, só ganha vida em referência a uma diastemazia incipiente, da qual é contemporâneo.

B. Os neumas especiais

    1. O problema da nota de passagem (qüilisma, oriscus)

    Dois sinais apenas não bastavam para descrever com precisão um movimento de três sons ascendente ou descendente: era, de facto, necessário repetir ou dois sons graves (punctum) ou duas notas agudas (virga). Para conferir uma verdadeira identidade à nota de passagem, recorreu-se a um sinal especial, que não era um sinal quasi-natural como os acentos agudo ou grave, mas um sinal convencional, embora se procurasse que fosse o mais “falante” possível. Estes sinais especiais derivam dos sinais diacríticos próprios da escrita literária: pontuação, contracção, elisão, abreviação; mas, justamente por causa do seu caráter convencional, não são idênticos nas diferentes escritas literárias e, portanto, terão forma diferente segundo as escritas neumáticas.

    O qïilisma (nota de passagem ascendente, em grau débil) é anotado na grafia sangalesa sob a forma de ponto interrogativo, que figura nos manuscritos de Corbie da primeira metade do século VIII; na escrita lorenesa, por sua vez, é anotado mediante o ponto de interrogação que se encontra, no mesmo período, nos manuscritos de Tours. Alguns teóricos da música viram no qüilisma sangalês o sinal do “trilo”. Daí se presume que não conhecessem as outras escritas neumáticas; por exemplo, a notação lorenesa, que possui como sinal correspondente um pequeno semicírculo acrescentado abaixo da virga. O qüiilisma sangalês nem tão-pouco se equipara a um qüilisma “descendente” da notação francesa, no qual não se entrevê qualquer ligação com os sinais diacríticos da escrita literária. Este nada mais é do que o sinal “indeterminado” (cursivo) de vários sons, ritmicamente fluidos. A este qüilisma francês é difícil atribuir uma origem precisa entre os sinais diacríticos do texto literário. Além disso, deve-se assinalar que algumas fontes manuscritas não conhecem o qüilisma, como por exemplo nos manuscritos de Saint-Denis.

    O oriscus (nota de passagem ascendente, em grau normal) provém do til, sinal de contracção ainda em uso nos nossos dias. Vem assinalado de várias formas, muitas vezes semelhantes, numa mesma escola escriturária: sangalesa, lorenesa, bretã. A notação bretã conhece apenas um sinal para a nota de passagem: o oriscus.

    2. O problema do uníssono

    Para exprimir o uníssono, muitas escritas neumáticas conhecem apenas a duplicação dos neumas gerais (punctum, virga), os quais perdem em tal caso o seu significado melódico (agudo, grave) em favor de um valor expressivo. A escrita sangalesa utiliza a virga, redobrada ou triplicada, com uma conotação de intensidade; quando, pelo contrário, quer expressar uma conotação de leveza, serve-se do sinal de elisão das escritas literárias: a stropha ou apóstrofo, que pode ser duplicada, triplicada, etc..

    O oriscus, além do seu significado de nota de passagem, foi usado também para o uníssono nas escritas sangalesa, lorenesa e bretã.

    O trigon, sinal de abreviação nas escritas literárias, é provavelmente o sinal mais convencional adoptado pela notação sangalesa para indicar duas notas em uníssono seguidas por uma terceira (e às vezes uma quarta) situada no grave. O sinal diacrítico não relembra minimamente o uníssono das duas primeiras notas.

C. Conclusões

    1. Tudo isto induz a duvidar da clássica divisão dos sistemas de notação em «neumas-acentos» e «neumas-pontos». Todas as escritas utilizam os acentos (virga, punctum), ao passo que a multiplicação dos pontos parece dever-se a uma evolução dos sinais, os quais se desagregam, não mais para indicar uma nuance rítmica, mas ou com o fim de permitir uma diastemazia mais precisa ou para indicar certos contextos compositivos particulares (pretónicos).

    2. Toda a notação neumática regional se caracteriza pela «economia do sinal». Algumas fontes manuscritas conhecem, por exemplo, uma só grafia do pes ou da clivis, etc. Outras notações, pelo contrário, como a sangalesa, dispõem de mais grafias para o mesmo neuma. Além disso, aos sinais gerais vêm atribuídos significados que classificamos como «derivados» e também «convencionais».


quarta-feira, 27 de maio de 2026

Manual de Solmização - Isaac Alonso de Molina (2025)

 

Manual de Solmisación

Pela editorial Ars Hispana saíu do prelo no ano passado o muito aguardado e necessitado Manual de Solmisación, primeira publicação tratadística do grande Maestro Isaac Alonso de Molina, que nos ensinou a solfa.

Esta singela obra resulta de mais duma década de estudo do solfejo histórico tal como apresentado em múltiplos tratados, iconografia e repertório medieval e renascentista europeus, sempre aplicados em contexto académico no decurso das actividades lectivas do autor, com excelente fruto junto de músicos profissionais e não só, assim como também litúrgico na execução de missas e vésperas. O leitor usufruirá de toda esta experiência e sabedoria, aqui condensada num método simples, directo e apropriado para a interpretação do canto gregoriano e polifonia da renascença. As ilustrações são excelentes, os exercícios progressivos, e o conjunto utilíssimo para todos os alunos em qualquer nível de proficiência.

O livro escreveu-se num castelhano acessível aos leitores lusófonos; quem sabe se no futuro sairá uma tradução em língua portuguesa?

Este é o primeiro número da colecção doceamus, que se espera venha brevemente a engrossar com os volumes de contraponto e canto-d'órgão.

Uma leitura por todas as razões recomendada e também o excelente preço!

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Boletins do Centro "Dom Jean Claire" (PDF)

Com a queda da página da International Association Vox Gregoriana no Facebook, os PDF originais estão agora disponíveis através do nosso artigo de 2020.

sábado, 16 de maio de 2026

CANTO GREGORIANO | 2026 Curso Internacional de Verão | Mons. Alberto Turco | Itália

Informazioni in lingua italiana 🇮🇹 👉 Memorare News

Pádua, Itália
VIII Edição
Abadia de Santa Justina
24-28 de Agosto


Docentes
Gennaro Becchimanzi
Nicola Bellinazzo
Noemi Vilasi
Alberto Turco
(director do curso, docente de referência)


Curso básico
Noemi Vilasi
Iniciação ao Canto gregoriano.
Paleografia dos neumas e sinais gerais dos acentos.

Curso avançado
Gennaro Becchimanzi
Do sinal ao canto

Curso superior
Alberto Turco
Para a síntese total do estilo verbal e a modalidade

História do Canto Gregoriano
Nicola Bellinazzo
Il proto-gregoriano

Facultativo depois do jantar
Salmodia semplice: Vilasi – Becchimanzi
______________

Horário das lições
Manhã 9:00 – 12:30
Tarde 15:00 – 18:00


Os pedido de inscrição deverão ser recebidas até 17 de agosto
A inscrição será considerada concluída apenas após o recebimento da respectiva taxa. 
Os participantes interessados ​​serão então contactados pela secretaria do curso para confirmar a sua inscrição e receberem mais informações.

Os cursos terão início na tarde de segunda-feira, 24 de agosto, às 15h30, e terminarão no sábado, 29 de agosto, às 12h00.

Para se inscrever, é necessário:
  • Enviar as seguintes informações juntamente com o comprovativo de pagamento para o endereço de e-mail novascholagregoriana@libero.it :
    NOME
    APELIDO
    NACIONALIDADE
    MORADA
    TELEFONE
    CORREIO ELECTRÓNICO
    CURSO DESEJADO:
    -BÁSICO
    -AVANÇADO
    -SUPERIOR (efectivo, ouvinte)
    ALOJAMENTO (sim/não)
  • b) Pagar a taxa à Nova Schola Gregoriana.
    IBAN: IT17E0200811770000006014540
    Código BIC Swift: UNCRITB1M01
Quotas de participação:
Inscrição (não reembolsável): 45€
Para viabilizar a realização dos nossos cursos, solicita-se uma contribuição de 125€.
No final do curso, será emitido um certificado de participação.

Os participantes inscritos podem ainda usufruir de alojamento incluindo quarto e pensão completa em quarto duplo ou individual com casa de banho. Os participantes interessados deverão avisar no momento da inscrição se necessitarão ou não deste serviço, sem necessidade de pagamentos antecipados. Os participantes do curso pagarão o alojamento e alimentação diretamente à Gestão do Curso, no local (50€ por noite). 


SEDE DO CURSO
Abbazia di Santa Giustina
Via G. Ferrari 2/A
35123 - Padova

PARA MAIS INFORMAÇÕES
Associazione Nova Schola Gregoriana

DIRECTOR DO CURSO
Turco mons. Alberto
Telemóvel: +39 347 419 9251

Nova Schola Gregoriana - Verona
Nova Schola Gregoriana - Verona


Abadia Beneditina de Santa Justina de Pádua
Abadia Beneditina de Santa Justina de Pádua

Recursos Didácticos:

Iniziazione al Canto Gregoriano (€ 20)

Il proto-gregoriano (€ 25)

La scrittura musicale del Canto Gregoriano Vol. I e II (€ 10 cad.)

Liber Gradualis Vol. I e II (€ 40 cad.)

Antiphonæ et Responsoria Tomus I - VI (€ 10)

_____________

Pode inscrever-se no Curso Superior quem seja capaz de executar as peças propostas.

Também são aceites inscrições de quem deseja participar como 'ouvinte'.

As peças do programa serão enviadas a todos, sem distinção.

Textos de Estudo:
Graduale Triplex
Liber Gradualis Vol. I e II

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Liber Gradualis vol. II De Feriis et Sanctis

Já saíu o 2º volume da grandiosa obra de Monsenhor Alberto Turco, o Liber Gradualis, desta feita dedicado às férias e santoral.

Um passo firme a caminho de se cumprir o n.º 117 da constituição conciliar sobre a liturgia, Sacrosanctum Concilium: «Procure terminar-se a edição típica dos livros de canto gregoriano; prepare-se uma edição mais crítica dos livros já editados depois da reforma de S. Pio X.»

a cura di Alberto Turco
Responsável: Alberto Turco

«Esta obra é o fruto de várias décadas de trabalho, ao longo das quais Msr. Turco, inicialmente guiado por Dom Jean Claire († 2006), estudou minuciosamente as numerosas tabelas sinópticas preparadas em Solesmes com vista à edição crítica do Gradual romano. [...]

A conclusão dos dois volumes do Liber Gradualis marca portanto o finalização dum primeiro projecto de restituição melódica e pretende oferecer uma versão dos cantos da missa mais confiável e mais fiel às origiens do canto gregoriano (bonum et verum convertuntur)».

«Cet ouvrage est le fruit de plusieurs décennies de travail, au cours desquelles Mgr Turco, d’abord guidé par Dom Jean Claire († 2006), a minutieusement étudié les nombreux tableaux synoptiques préparés à Solesmes en vue de l’édition critique du Graduel romain. [...]

L’achèvement des deux volumes du Liber Gradualis marque donc l’aboutissement d’un premier projet de restitution mélodique et voudrait offrir une version des chants de la messe plus fiable et plus fidèle aux origines du chant grégorien (bonum et verum convertuntur)».

+ Frère (Irmão) Geoffroy Kemlin,
Abbé (Abade) de Saint-Pierre de Solesmes

O Liber Gradualis de Feriis et Sanctis é um volume com umas boas 544 páginas que recolhe a proposta de restituição melódica do repertório gregoriano da Missa elaborada por mons. Alberto Turco.

Nasce dum estudo atento e comparativo dos muitíssimos testemunhos antigos transcritos nas tabelas sinóticas guardadas como precioso tesouro no atelier de Paléographie da Abadia de Solesmes. Sobre a versão neumática em notação quadrada, aderente às mais recentes aquisições gráficas, vem reportada a mais antiga notação em campo aberto dos manuscritos sangaleses, a mais rica de todas as outras no fornecer de indicações do ponto de vista expressivo, estético e modal, aptas a uma interpretação correcta e artisticamente significativa.

Neste segundo volume, que segue e completa o Liber Gradualis - Pars Festiva publicado em 2021, reportam-se todas as celebrações feriais e aquelas em honra dos Santos. Um ineludível ponto de referência para quantos amam, estudam, executam o canto próprio da Igreja romana.

544  páginas
cm. 14 x 21
ISBN 978-88-99619-91-6
€ 70,00

sábado, 17 de maio de 2025

CANTO GREGORIANO | 2025 Cursos Internacionais | Monsenhor Alberto Turco | Itália

 Canto Gregoriano - corsi estivi internazionali 2025

7-12 luglio - Verona

25-30 agosto - Padova

Per informazioni:
International Association Vox Gregoriana
ia.voxgregoriana@gmail.com
+39 351 8377138


Mais informações em língua portuguesa:

A Associação Internacional Vox Gregoriana tem o prazer de apresentar os Cursos de Verona, na sua primeira edição, embora o possamos considerar um prolongamento do curso de Fara in Sabina, chegado ao trigésimo ano; e Pádua, na sétima edição. Como no ano passado, o curso inclui um triénio fundamental para principiantes, um biénio de especialização para cantores e um “Mestrado Internacional” em interpretação, reservado a maestros e especialistas.

Docentes: Gennaro Becchimanzi, Nicola Bellinazzo, Noemi Vilasi, Alberto Turco (director dos cursos e docente de referência).

OFERTA QUINQUENAL

- TRIÉNIO FUNDAMENTAL

I. Iniciação ao canto gregoriano
Os cantos da Missa e do Ofício
História da notação musical
A notação quadrada, elementos auxiliares
O neuma, o ritmo, a interpretação
Os tons da salmodia silábica

II. O Proto-gregoriano
Recitativos litúrgicos e salmodia pré-octoecos
Repertório anterior e formas litúrgico-musicais precedentes ao séc. IX
Análise estético-modal e datação das melodias

III. Introdução à paleografia
Origem dos neumas: acentos (neuma monossónico)
Modificação dos acentos: episema e liquescência
A combinação básica do sinal de acentos nos neumas fundamentais plurissónicos

- BIÉNIO DE ESPECIALIZAÇÃO

I. Semio-modalidade
O neuma e o modo da palavra cantada, através da análise do agrupamento gráfico (corte neumático) dos elementos sonoros do neuma

II. A interpretação do canto gregoriano
 Os efeitos verbo-modais na escrita neumática e sua interpretação rítmica no "estilo verbal".

MESTRADO INTERNACIONAL
para cantores e professores de Canto Gregoriano

Verona: O Salmo 44 no «Commune Sanctorum»: liturgia, análise, interpretação

Pádua: A Alleluia melismática : origem e desenvolvimento

Cada mestrado aceita inscrições limitadas a 10 pessoas, a fim de se executarem em canto as peças propostas. Também se aceitam inscrições de mais participantes, na qualidade de "ouvintes". Tanto a uns como a outros serão fornecidas as peças para estudo, em fotocópia. Texto para estudo: Liber Gradualis I, Pars Festiva.

9 de Julho, 4ª feira, às 15:00, conferência do Doutor Roberto Fagiolini (Milão):
"Funções terapêuticas da praxe executiva do Canto Gregoriano, no contexto de alguns capítulos da Regra de São Bento de Núrcia"

27 de Agosto, 4ª feira, às 15:30y, conferência "A imagem do sacrifício: a Eucaristia na expressão artística" - don Giuseppe Fusari (Università Sacro Cuore - Brescia)

MATERIAL DIDÁCTICO
Para todos os níveis de aprendizagem, Monsenhor Alberto Turco venderá a preços reduzidos os seus manuais, tratados, cantorais, gravações em CD/DVD, etc..

LOCAIS, ACESSOS, ALOJAMENTO, REFEIÇÕES

VERONA: 7 - 12 de Julho de 2025
Casa di Accoglienza e Spiritualità "Gesù Maestro"
Via Fontana del Ferro, 38 - Verona
tel. +390458011245
e-mail: ia.voxgregoriana@gmail.com
+393518377138
Aeroportos de Verona, Milão, Bolonha e Veneza.
Comboio até à Estação Ferroviária de Verona Porta Nuova: Autocarro, Taxi, ou Caminhada de uma hora a pé através do centro histórico de Verona: chegando à Piazza Isolo, seguir as indicações Museo Africano, Chiesa di San Giovanni in Valle e seguir a direito ao longo da subida.

PÁDUA: 25 - 30 Agosto de 2025
Abbazia Benedettina di Santa Giustina
Via Giuseppe Ferrari 2/A - 35123 Padova
Aeroportos de Milão, Veneza, Bérgamo, Bolonha, Verona, Pádua.
Comboio até à Estação Ferroviária Central de Pádua (Padova)
Largo da estação (a sul), Autocarro ou Eléctrico
Ou Caminhada de 36 minutos a pé atravessando o centro histórico da cidade até Prato della Valle
Dormidas e refeições na Abadia Beneditina de Santa Justina, séde do curso

HORÁRIOS
Início às 15h30 de 2ª feira, conclusão ao almoço de Sábado
Aulas e ensaios durante a manhã e tarde para todos os grupos 9-12:30; 15-18
Na 6ª Feira, concerto e Missa de encerramento

CUSTOS
Transferência bancária: Inscrição 45€
No local: Curso 110€ / Master 160€ / Alojamento e refeições 50(PD)-60(VR)€/dia

INSCRIÇÕES
Cada participante deverá contactar a Associação Internacional Vox Gregoriana através de correio-electrónicofacebook, ou whatsapp +393518377138, e facultar os seguintes dados:

FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO
Sobrenome____________________________________
Primeiro nome_________________________________
Nacionalidade_________________________________
Rua_________________________________________
Código Postal / Cidade__________________________
Província_____________________________________
Tel. _________________ Telemóvel _______________
E-mail_______________________________________
Inscrevo-me no seguinte curso:
TRIÉNIO FUNDAMENTAL
I. Iniciação ao canto gregoriano __
II. O proto-gregoriano __
III. Introdução à paleografia __
BIÉNIO DE ESPECIALIZAÇÃO
I. Semio-modalidade __
II. A interpretação __
MESTRADO INTERNACIONAL
Efectivo __ Ouvinte __



quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

MEMORARE: o sítio de Dom Alberto Turco

Depois do canal no Youtube, agora um sítio estático, ao cuidado de Federico del Sordo.

Aqui se encontrarão muitos materiais úteis para o estudo do canto gregoriano, relacionados com a longa e profícua actividade de Monsenhor Alberto Turco enquanto docente, regente coral, tratadista e autor de cantorais da gregorianística.

Memorare!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

ALBERTO TURCO | Cursos Intensivos | Verão 2025 | Itália


Canto Gregoriano
corsi estivi internazionali 2025

VERONA
presso la Casa di Accoglienza e Spiritualità Gesù Maestro - Suore Figlie di Gesù
dal 7 al 12 luglio

PADOVA
presso l’Abbazia benedettina di Santa Giustina
dal 25 al 30 agosto

Per informazioni: ia.voxgregoriana@gmail.com

+39 351 8377138

Facebook


Por favor comentai dando a vossa opinião ou identificando elos corrompidos.
Podeis escrever para:

capelagregorianaincarnationis@gmail.com

Print Desejo imprimir este artigo ou descarregar em formato PDF Adobe Reader

Esta ferramenta não lida bem com incrustrações do Sribd, Youtube, ou outras externas ao blog. Em alternativa podeis seleccionar o texto que quiserdes, e ordenar ao vosso navegador que imprima somente esse trecho.

PROCURAI NO BLOG