domingo, 31 de julho de 2011

Música própria do 18º Domingo do Tempo Comum / Dominica Decima Octava

Cristo na multiplicação dos pães e dos peixes.
Mosaico na Igreja de Santo Apolinário Novo em Ravena.
Partituras:
Próprio autêntico em PDF 
Ofertório autêntico com Versículos em PDF


Programa La Domenica con Papa Benedetto XVI, para reflectir sobre o Evangelho do dia através da arte e das palavras do Sumo Pontífice:




Intróito Deus in adiutorium meum intende, cantado pelo eslovaco:

Deus, para o meu auxílio presta-me atenção: Senhor, para minha ajuda apressa-Te: confundam-se e espantem-se os meus inimigos, os que querem a minha alma. Ps. Retrocedam avessos e envergonhem-se os que me querem mal.


Lêde o comentário de Giacommo Barófio a êste intróito (PDF).


Gradual Benedicam Dominum:

Bendirei ao Senhor em todo o tempo: sempre o louvor a Êle na minha bôca [estará]. V. No Senhor será louvada a minha alma: ouçam os mansos e alegrem-se.

No Domingo do Ano A, canta-se o gradual Oculi omnium.
Na 6ª feira dos anos ímpares canta-se Tu es Deus.
Nos Sábados dos anos pares canta-se Adiutor in opportunitátibus.


Alleluia Dómine Deus salútis meae, na interpretação do francês:

Aleluia. Senhor, Deus da minha salvação, de dia clamei, e de noite, diante de Ti.



Às 5ªs feiras canta-se Tu es Petrus.


Próximo vídeo:
0:00 intróito do ano A Sitientes venite ad aquas
2:35 Fulvio Rampi, maestro dos Cantori Gregoriani, explica as duas peças
5:37 Ofertório Precatus est Moyses in conspectu Domini Dei sui


Moisés orou à vista do Senhor seu Deus, e disse: Moisés orou à vista do Senhor seu Deus, e disse: «por quê, Senhor, Te iraste com o teu pôvo? Poupa a ira da Tua alma: lembra-Te de Abraão, Isaac, e Jacob, aos quais juraste dar a terra onde correm leite e mel.» E o Senhor foi aplacado da maldade que disse fazer ao Seu pôvo.
V.1. Disse o Senhor a Moisés: «enconstraste graça no meu olhar, e conheço-te antes de todos»: e, apressado, Moisés se inclinou por terra e adorou dizendo: Sei que és misericordioso mil vezes, afastando a iniqüidade e os pecados.

V.2. Disse Moisés e Aarão: disse Moisés e Aarão a toda a sinagoga dos filhos de Israel: aproximai-vos diante do Senhor: a majestade do Senhor apareceu na nuvem, e ouviu a vossa murmuração em tempo.




Nos Domingos em Ano C, canta-se Sanctificauit Moyses.



Comunhão Panem de caelo dedísti nóbis, Dómine cantada pelo Pedro francês:

O Pão do Céu nos déste, Senhor, tendo todo[s] o[s] deleitamento[s] e todo[s] o[s] sabor[es] de suavidade.



Lêde o comentário de Tiago Barófio a esta Comunhão (PDF).

À 6ª feira canta-se Qui vult venire post me.

«Rezar nas missas é difícil», diz responsável pela pastoral litúrgica em Portugal

No dia em que arranca o 37.º encontro nacional nesta área, o padre Pedro Ferreira denuncia «falta de formação» e «ignorância» dos fiéis  
Fátima, Santarém, 25 jul 2011 (Ecclesia) – O responsável pelo sector da Igreja Católica que coordena a liturgia, padre Pedro Ferreira, afirmou hoje que os fiéis “têm dificuldade em rezar nas celebrações”, lacuna que atribui à “ignorância” e ausência de formação, entre outros factores. 
“Falta muito a dimensão orante”, sublinhou o sacerdote em entrevista à Agência ECCLESIA, acrescentando que “é muito difícil rezar com os cânticos que se cantam e é muito difícil rezar com as maneiras como se celebra a liturgia”. 
O director do Secretariado Nacional da Liturgia (SNL) assinala que “há muita gente, sobretudo de boa sensibilidade, como os artistas, que se queixam da dificuldade em encontrar celebrações onde possam rezar”. 
Depois de referir que a oração dentro das celebrações, nas quais se destaca a missa, compreende “a forma como se lê”, os “gestos do presidente” e a “maneira de vestir” dos crentes, o padre Pedro Ferreira critica a “tendência para secularizar tudo e retirar o sagrado da liturgia”, uma “moda dos tempos que também passará”. 
Muitos fiéis “querem missas bonitas, folclóricas, muito agradáveis, um espectáculo; ora, para isso temos outras coisas”, frisa o responsável, acrescentando que não se pode “inventar a liturgia” nem “o padre não pode celebrar a eucaristia como quer”. 
O responsável considera que a ausência de educação litúrgica é o maior desafio da liturgia católica portuguesa, que tem de debater-se com a “muita ignorância e falta de respeito” existentes no interior da própria Igreja. 
“Sempre que se impede que Cristo fale à assembleia e sempre que se impede a assembleia de rezar com Cristo ao Pai, estamos a prestar um mau serviço à humanidade”, assinala. 
O sacerdote pronunciou-se também sobre os comentários negativos que surgem quando se discute o regresso aos antigos rituais litúrgicos: “Cria-se um ambiente de crítica, pensando-se que a hierarquia [da Igreja] está a ser fundamentalista, que estamos a voltar ao latim e às cerimónias. Tudo isto é por causa da falta de formação”. 
As declarações do religioso pertencente à congregação dos Carmelitas Descalços foram proferidas horas antes do início do 37.º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica, que decorre em Fátima entre hoje e sexta-feira. 
O padre Pedro Ferreira revelou que o tema ‘Liturgia – A Igreja em oração’ vai reunir 1100 inscritos, menos 250 do que em 2010 e o número mais baixo dos últimos 12 anos, de acordo com dados indicados no site do SNL. 
Entre os presentes, 2/3 são participantes habituais e perto de 1/3 são jovens, avançou o responsável, adiantando que há também inscrições de países como Cabo Verde, Itália e Suíça.
A edição deste ano, que se realiza na nova igreja da Santíssima Trindade, distingue-se das anteriores por dedicar a parte da manhã à vivência práctica da liturgia, começando pelas Laudes, oração de louvor no início do dia, e continuando com a preparação e celebração da missa, transmitida por uma estação de televisão. 
As tardes incluem uma conferência, prosseguindo com o ensaio e celebração das Vésperas, oração que a Igreja reza ao entardecer, enquanto que o programa noturno prevê uma celebração penitencial e uma vigília, além da oração do terço acompanhada pela procissão de velas, rito que decorre diariamente no santuário da Cova da Iria. 
RM 
Nacional | Agência Ecclesia | 2011-07-25 | 13:38:50 | 3277 Caracteres | Liturgia

domingo, 24 de julho de 2011

Músicas próprias do 17º Domingo do Tempo Comum / Hebdomada XVII per annum

Cristo, na pala de ouro da basílica de São Marcos em Veneza.

Partituras:
Próprio autêntico (PDF)
Ofertório autêntico com Versículos (PDF)

Programa La Domenica con Papa Benedetto XVI, em que se oferece uma meditação sobre o tesouro que é o Reino de Deus a partir da arte sacra da Igreja e das palavras do sumo pontífice:




ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 67, 6-7.36

Deus vive na sua morada santa: Ele prepara uma casa para o pobre. É a força e o vigor do seu povo.


0:00 Deus in loco sancto suo, intróito do VII modo, pelos Cantori Gregoriani.



Outra interpretação do mesmo intróito, pelo eslovaco:



Outra interpretação, do Pedro Desmazeiros.

Comentário de Bruder Jacob sobre este intróito:
È uno dei dieci introiti in fa autentico (V modo) e inizia in modo inconsueto; traccia una linea discendente dal do al fa che conclude la prima semifrase (Deus - suo). La stessa traiettoria (do > fa) caratterizza anche l’ampia sezione iniziale della II frase (ipse - fortitudinem). Le altre due semifrasi – le seconde di ogni frase – ripropongono il tradizionale arco melodico: nel primo caso raggiunge l’apice mi, mentre nel secondo tocca il do. Alcuni tratti del percorso melodico si soffermano nella recita sul do (Deus in loco, inhabitare facit, ipse dabit virtutem).
L’attenzione musicale converge sulla parte centrale del brano “inhabitare facit un(i)animes”.
D-i-o costruisce uno spazio dove gli uomini possono ritrovare un luogo ospitale e rassicurante, una patria. È, questo D-i-o, il padre degli orfani e il giudice che difende i diritti delle vedove, come afferma per esperienza il salmista (sal 67) nella prima parte del versetto 6 che precede il testo dell’introito. È l’esperienza che si ripete nella storia d’Israel (Esodo 22, 21) e della società umana. Sempre alla ricerca dell’unico D-i-o, l’uomo si lascia sempre sedurre e attrarre dai miraggi di mille e mille idoli. Ma mentre noi veniamo meno al patto, LUI è fedele, edifica lo spazio vitale separandolo dal “mondo” per renderlo luogo suo e abitazione nostra.
Ogni qual volta il cantore pronuncia “inhabitare facit”, il suo canto toglie i veli che nascondono l’azione di D-i-o. Egli non abbandona l’uomo e trasforma i profughi sulla terra in cittadini di una nuova patria, concittadini dei santi. Tutti pellegrini nel deserto in cammino verso la terra dove scorrono latte e miele. Tutti membra palpitanti di una Chiesa che è “testimonianza viva di verità e di libertà, di giustizia e di pace” (preghiera eucaristica V/C).
Lo sguardo di D-i-o si rivolge agli un(i)animes che sono “derelitti” – come alcuni traducono – nel senso che si tratta di noi, persone concrete, spesso abbandonati, senza famiglia, sbandati, emarginati, rifiutati, solitari e isolati. Ma lo stesso vocabolo ci conduce oltre, apre l’orizzonte a nuove prospettive. La casa di D-i-o è certamente asilo sicuro nella precarietà. È soprattutto l’accademia della libertà interiore dove può accedere chi è di un solo pezzo, coerente e di un solo intendimento, anche quando tale atteggiamento può divenire motivo di condanna e di rifiuto.
Mentre si arrabatta per districarsi e liberarsi dai rovi del quotidiano, il cantore avverte con Davide che la propria debolezza non gli impedisce di affrontare con serenità il domani. Per due motivi. 
Il primo: è D-i-o che darà forza e vigore, “ipse dabit virtutem et fortitudinem”. Queste due parole si dilatano per quasi un’intera linea del Graduale Romanum, e gli abbellimenti che fioriscono le singole sillabe dicono l’insistenza e la trepidazione nel comunicare agli altri quanto D-i-o ha compiuto e realizzerà. “Grandi cose ha fatto in me e per me l’Onnipotente”.
Il secondo motivo: l’intervento dell’Altissimo interessa una singola persona, ma in realtà si rivolge a tutto il popolo (plebi tuae). Non si è isolati nell’itinerario di fede e nell’impegno sociale. Si è parti di un corpo vivo, si è corresponsabili della società in cui ci troviamo, per caso o per nostra scelta o per costrizione. Prima di tutto si è membra della persona mistica che è la Chiesa. Con tutto ciò che le due condizioni comportano.
2013-07-28


ORAÇÃO COLECTA
Deus, protector dos que em Vós esperam, sem Vós nada tem valor, nada é santo. Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia, para que, conduzidos por Vós, usemos de tal modo os bens temporais que possamos aderir desde já aos bens eternos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

LEITURA I Ano A 1 Reis 3, 5.7-12
Leitura do Primeiro Livro dos Reis
Naqueles dias, o Senhor apareceu em sonhos a Salomão durante a noite e disse-lhe: «Pede o que quiseres». Salomão respondeu: «Senhor, meu Deus, Vós fizestes reinar o vosso servo em lugar do meu pai David e eu sou muito novo e não sei como proceder. Este vosso servo está no meio do povo escolhido, um povo imenso, inumerável, que não se pode contar nem calcular. Dai, portanto, ao vosso servo um coração inteligente, para governar o vosso povo, para saber distinguir o bem do mal; pois, quem poderia governar este vosso povo tão numeroso?». Agradou ao Senhor esta súplica de Salomão e disse-lhe: «Porque foi este o teu pedido, e já que não pediste longa vida, nem riqueza, nem a morte dos teus inimigos, mas sabedoria para praticar a justiça, vou satisfazer o teu desejo. Dou-te um coração sábio e esclarecido, como nunca houve antes de ti nem haverá depois de ti».
Palavra do Senhor.

SALMO GRADUAL RESPONSORIAL Salmo 28(27),7.1
O meu coração confiou em Deus, e Ele socorreu-me;
a minha carne refloresceu, e hei-de louvá-lo de todo o coração.
V. Clamo por Vós, Senhor, meu Deus; não fiques surdo à minha voz. Não me abandones.

LEITURA II Ano A Rom 8, 28-30
Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos
Irmãos: Nós sabemos que Deus concorre em tudo para o bem daqueles que O amam, dos que são chamados, segundo o seu desígnio. Porque os que Ele de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que Ele seja o Primogénito de muitos irmãos. E àqueles que predestinou, também os chamou; àqueles que chamou, também os justificou; e àqueles que justificou, também os glorificou.
Palavra do Senhor.

ALELUIA Exsultate Deo  cf. Salmo 80,2.3

Exsultai em Deus, nossa força, rejubilai no Deus de Jacob. Cantai um salmo alegre com a cítara.




EVANGELHO Ano A – Forma longa Mt 13, 44-52
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «O reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. O homem que o encontrou tornou a escondê-lo e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo. O reino dos Céus é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Ao encontrar uma de grande valor, foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola. O reino dos Céus é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. Logo que se enche, puxam-na para a praia e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos e o que não presta deitam-no fora. Assim será no fim do mundo: os Anjos sairão a separar os maus do meio dos justos e a lançá-los na fornalha ardente. Aí haverá choro e ranger de dentes. Entendestes tudo isto?» Eles responderam-Lhe: «Entendemos». Disse-lhes então Jesus: «Por isso, todo o escriba instruído sobre o reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas».
Palavra da salvação.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai, Senhor, os dons que recebemos da vossa generosidade e trazemos ao vosso altar, e fazei que estes sagrados mistérios, por obra da vossa graça, nos santifiquem na vida presente e nos conduzam às alegrias eternas. Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DO OFERTÓRIO Exaltábo te Dómine cf Salmo 30(29), 2.3

Enalteço-te, Senhor, porque me salvaste e não permitiste que os inimigos se rissem de mim. Senhor, clamei a Ti, e curaste-me.
V.1. Senhor, retiraste dos infernos a minha alma, salvaste-me dos que descem ao lago.
V.2. Eu, então, disse, na minha abundância: não serei movido durante a eternidade: Senhor, na tua vontade providenciaste virtude à minha elegância.




ANTÍFONA DA COMUNHÃO
  • No Domingo do ano A, Simile est regnum celórum Mt 13,45.46
O Reino do Céu é semelhante a um negociante que busca boas pérolas. Tendo encontrado uma pérola precisosa, vende tudo quanto possui e compra a pérola.



Lêde o comentário de Tiago Barófio a esta antífona de comunhão (PDF)
  • No Domingo do ano B e em todos os dias da semana, Provérbios 3,9.10, Honóra Dóminum de tua substántia:
Honra o Senhor com os teus haveres e com as primícias de todos os teus rendimentos. Então, os teus celeiros encher-se-ão de trigo e os teus lagares transbordarão de vinho.



  • No Domingo do ano C, Lc 11,9.10, Petite et accipiétis
Pedide e ser-vos-á dado; procurai e achareis; batei e abrir-se-vos-á; porque todo aquele que pede, recebe; quem procura, encontra, e ao que bate, abrir-se-á. Aleluia

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Senhor, que nos destes a graça de participar neste divino sacramento, memorial perene da paixão do vosso Filho, fazei que este dom do seu amor infinito sirva para a nossa salvação. Por Nosso Senhor.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Música própria do 16º Domingo do Tempo Comum / Dominica Decima Sexta tempus per annum

Auxiliares para o estudo do Próprio:

Próprio completo segundo o Graduale Restitutum (PDF)


Ecce Deus adjuvat me, intróito do V modo, gravado na Missa da Igreja da Encarnação



Comentário de Tiago Barófio sobre este intróito:
Clicai e vêde.
Il testo del Missale Romanum di Paolo VI differisce notevolmente da quello tradizionale. L’introito gregoriano è costituito dai versi 6 e 7 del salmo 53. Il secondo verso è sostituito oggi da quello successivo (8): “A te con gioia offrirò sacrifici e loderò il tuo nome, Signore, perché sei buono”. Il verso 7 è stato omesso perché appartiene al genere letterario delle maledizioni o imprecazioni. Il salmista riflette sull’azione di D-i-o e afferma “Egli (D-i-o) renderà il male ai miei avversari; per la tua fedeltà distruggili”. Parole forti, spesso mettono in difficoltà l’orante. Il problema è complesso, ma almeno in questo caso è bene ricordare che noi moderni parliamo in termini astratti, l’orante semitico concretizza e personalizza la malvagità. D-i-o in forza della reciproca fedeltà che lo vincola al popolo, non può assistere passivo alla violenza che mette in pericolo la sua esistenza. Deve intervenire senza mezze misure. Deve distruggere.
Il cantore si sente sorretto dalla fede nella misericordia di D-i-o e nel fatto che Egli è il Padre di tutti, dei buoni come dei cattivi, dei santo e anche dei malvagi, dei virtuosi e degli assassini. La comprensione senza riserve, lo sforzo, talora eroico, di comprendere e di accogliere nel perdono ogni persona – dall’avversario più subdolo e violento a chi si avverte antipatico e disgustoso – non impedisce, anzi provoca nel credente un atteggiamento netto di totale avversione contro l’ingiustizia, la menzogna, la violenza. Contro ogni forma in cui si manifesta il Male mentre miete le prime vittime proprio tra coloro che diventano suoi paladini e finiscono per essere propagatori della malvagità. Amore nei confronti della persona, odio e disprezzo verso il male. Senza riserve, senza tentennamenti. “Sì sì, no no”. Il sì detto a D-i-o è tale soltanto se nel contrappunto della vita quotidiana è accompagnato dal no totale contro il Male. Il “ni” non appartiene al vocabolario del Vangelo.
Non è facile stare dalla parte di D-i-o, soprattutto in un momento storico, quello che sta scomparendo in questi giorni, in cui tutto è stato facile, tutto era permesso, soprattutto ai ricchi e ai politici. Nulla è precluso al signore moderno che si sente onnipotente e libero da ogni vincolo morale. Le cronache degli ultimi anni hanno raccontato fino alla nausea questa epopea balorda. Fino a quando tutto si sgretola. I sogni s’infrangono contro la dura realtà resa atroce dall’indifferenza cinica di quanti si sono arricchiti con la frode e la violenza.
Anche in questo disagio totale occorre saper amare e perdonare. All’ubriacatura alienante del lusso e della droga il cantore oppone la sobria ebbrezza dello Spirito. Si lascia ondeggiare nella culla della storia lungo la traiettoria del canto dell’introito. La melodia in fa autentico (V modo) si muove senza sosta percorrendo in salita e in discesa pochi passi tra il fa fondamentale e il do della dominante, passando e ripassando su una terza nota (la) sottolineandone l’importanza. La musica non presenta squarci d’intensità particolare, ma si muove con una dinamica ripetitiva e insistente per aiutare il cantore a ricomporre i frammenti della memoria in una supplica aperta al futuro. 
D-i-o è la roccia non scalfibile e non friabile, la sola piattaforma sulla quale si può costruire un edificio stabile e perenne. Sulla quale LUI edifica la Chiesa e la società umana con le pietre vive dei santi.
2013-07-21


1:40 Fulvio Rampi explica a estrutura do salmo responsorial gregoriano (chamado gradual por ser cantado de cima de um degrau, como que em ascensão a Deus). Notai que os Cantori seguem o Graduale Triplex nas suas utilíssimas interpretações.


Lêde o comentário (PDF) de Tiago Barófio à comunhão Acceptabis sacrificium iustitiae.

No Domingo do ano C canta-se a Óptimam partem.


Programa de canto gregoriano para a Missa do 16º Domingo do Tempo Comum ‒ Dominica Decima Sexta ‒  celebrada no dia 17 de Julho de 2011, às 12:30h na Igreja de Nossa Senhora da Encarnação, Largo do Chiado nº 15, Lisboa, Portugal.

PROPRIUM
Introitus
Ecce Deus adiuvat me


Graduale
Domine Dominus noster
Alleluia (cum versiculo tono psalmodico)
Eripe me


Offertorium
Iustitiae Domini



Durante a Comunhão
Adoro Te devote
ORDINARIUM


Kyrie XVI
Gloria XV



Credo III


Sanctus XVIII
Pater noster
Agnus Dei XVIII

Post Missam
Salve Regina

Os musicalmente mais competentes podem usar a brochura com o Ordinarium, que também é facultada na igreja.

Tão-bem à vossa disposição as traduções do proprium desta semana.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Música própria do 15º Domingo do Tempo Comum / Hebdomada XV per annum

Igreja do Sacramento,
no Chiado, em Lisboa,
onde o Padre Armindo Borges
celebra a Santa Missa
em latim e canto gregoriano,
aos Domingos, ao 12h15.

Próprio, segundo o Graduale Romanum, pp. 303ss:

  • Partituras com o próprio autêntico (PDF)
  • Ofertório autêntico com versículo (PDF)
  • Traduções para Português (PDF)


Arte sacra e ensinamentos de Bento XVI:




Intróito / Cântico de Entrada:
  • Dum clamarem ad Dominum (Salmo 54) cantado pelos Cantori Gregoriani di Cremona:
    2:10 - Segue-se a excelente introdução ao reportório ofertorial no canto gregoriano, pelo maestro Fúlvio Rampi, e a execução, aos
    5:25 - do ofertório Ad te Domine levaui animam meam.

Il Graduale Romano prevede per la domenica odierna l’introito Dum clamarem ad Dominum, un ricco centone di testi tratti dal salmo 54, dal verso 17 al 21. In seconda posizione, vel ad libitum, è indicato l’introito Ego autem cum iustitia apparebo (sal 16, 15), l’unico canto d’ingresso proposto dal Missale Romanum. La melodia in re autentico (I modo) si muove percorrendo liberamente la struttura della formula salmodica fiorita che accompagna la stessa antifona. All’inizio del brano c’è un indugiare sulla corda la che nella parte finale è sostituita dal fa. I due emistichi del verso salmico si concludono entrambi con la medesima formula cadenzale caratterizzata da tre fa-fa-fa prima di scendere sulla tonica re. Il rilievo dato alla III superiore è normale nelle melodie gregoriane; fatto non usuale è l’utilizzo della tristropha. Cfr. anche gli introiti Ego autem in Domino speravi (con inizio identico al nostro) e Meditatio cordis mei. Ben due tristrophae su fa-fa-fa preparano il re finale dell’introito Iustus ut palma. In Ego autem cum iustitia apparebo, la tristropha sul do acuto evidenzia l’importanza di quella parola.
Il verso 15 conclude una preghiera che è stata fissata non solo nel salmo 16, ma anche in quella breve antologia che è l’inno di Davide in 2 Samuele, 2-51 (cfr. 21-25). Il testo esprime molteplici esperienze che affollano l’esistenza quotidiana. In particolare emergono l’inganno del Nemico attraverso la malvagità dei nemici e la fedeltà di D-i-o sulla quale si fonda la risposta fedele della creatura. Una risposta che si articola in silenzi d’ascolto riverente, in parole di lode/ringraziamento a D-i-o e di generosa solidarietà con il prossimo. Risposta che si traduce in tanti gesti nei quali si può ritrovare un unico comune denominatore: la giustizia feconda quale somma di rettitudine. Si comincia ad essere giusti nel riconoscere i propri limiti. Senza inutili vittimismi e subdole prevaricazioni, il cantore, alla scuola di Davide e degli altri profeti, impara a leggere i segni dei tempi e della giustizia di D-i-o. Discepolo del primo dei Giusti, apprende l’alfabeto dell’obbedienza. Nell’ascolto della Parola, traduce la parole in azioni concrete. Divenuto giusto grazie alla forza dello Spirito, il cantore non solo compie opere giuste, ma riscatta persone e cose dall’impero del male e dell’ingiustizia. Collabora con D-i-o rettificando il corso della storia che egli costella di giustizia. E ad ogni pie’ sospinto s’imbatte in un unico Volto che si fa presente in ogni volto umano.
L’orizzonte del salmo si dilata alla luce del discorso della Montagna: parole che segnano la vita, insegnamenti, promesse e rassicurazioni che tracciano il cammino. Nel ruminare la Parola, il cantore s’inoltra nell’itinerario taborico della fede illuminato dalla presenza di Cristo, sia che lo si veda, sia che non se ne percepisca la vicinanza. La visione gratificante è accessibile soltanto allo sguardo trasparente della più assoluta purezza. La prospettiva si apre verso il futuro, ma diviene fatto vissuto nel presente a condizione di essere poveri. Come ripete incessantemente un altro salmo: “È in Te la sorgente della vita, alla tua luce vediamo la luce” (sal 35). Per finire con l’unirci alla confessione gridata in un altro contesto: “Hai mutato il mio lamento funebre in danza, hai trappato via il mio sacco e mi hai cinto di gioia”.

    Gradual / Salmo Responsorial:
    • Custodi me Domine, ut pupilam oculi (Salmo 16)
    • Nos anos A, ao Domingo: Ostende nobis (Salmo 84), que é o gradual da última 5ª feira antes do Natal.
    • Nos anos ímpares, à 2ª feira,: Anima nostra (Salmo 123), que pertence ao Comum dos Mártires fora do Tempo Pascal.
    Alleluia:
    • Te decet hymnus, Deus (Salmo 64).



    • À 5ª feira, nesta semana: Venite ad me (Mateus 11).
    Ofertório:
    • Ad te, Domine, levaui (Salmo 24). Descarregar PDF.
      Ver vídeo dos Cantores gregorianos, no parágrafo do intróito.
    Comunhão:

    domingo, 3 de julho de 2011

    Música e Liturgia segundo o Pe. Paulo Ricardo

    Uma defesa litúrgica do canto gregoriano, embora não tão sólida do ponto de vista musical quando menciona o canto do salmo responsorial, típico do cristianismo primitivo mas caído em desuso por altura da constituição do repertório gregoriano clássico (séc. VI-VIII) ‒ altura em que o canto do salmo já tinha transitado para a esfera da schola, cabendo a um cantor solista o canto do versículo, música de grande complexidade destinada a suscitar reflexão teológica sobre a leitura anterior e a preparar a leitura posterior, e não para o canto congregacional. Na prática, o canto após a primeira leitura, que na forma ordinária da liturgia católica é habitualmente feita segundo um esquema responsorial, é, no repertório gregoriano, um momento de escuta e meditação, não de participação vocal da assembleia, constituindo um dos pontos de mais difícil conciliação entre a tradição litúrgica medieval e as tendências modernas.

    sexta-feira, 1 de julho de 2011

    Música própria do 14º Domingo do Tempo Comum / Hebdomada XIV per annum

    Partituras do Próprio autêntico: PDF
    Ofertório autêntico com versículos: PDF



    2ª parte do vídeo, com os cantares dos Cantadores Gregorianos de Cremona e o comentário de seu regedor, o Maestro Fúlvio Rampi:
    • o cântico de entrada Suscepimus Deus misericordiam tuam, peça originalmente para a festa da apresentação do Senhor no Templo, popularmente conhecida por "festa das candeias": Recordamos, Senhor, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Toda a terra proclama o louvor do vosso nome, porque sois justo e santo, Senhor nosso Deus.  Grande é o Senhor e digno de louvor, na cidade do nosso Deus, no seu monte santo. Salmo 47, 10-11 
    • e o cântico da comunhão Gustate et videte quoniam suavis est Dominus (aos 4min25): Saboreai e vede como o Senhor é bom: feliz o homem que n’Ele se refugia. Salmo 33, 9:


    Escutai ainda outra interpretação do mesmo intróito, pelo eslovaco:




    Comentário de Tiago Barófio:

    Sono 27 gli introiti di I modo (re) dell’odierno Graduale. Un numero relativamente consistente (9 + 1) afferma l’impianto modale nel cantare la caratteristica formula d’intonazione do-re re-la-si la. A parte il comune sigillo modale – un biglietto da visita con cui la melodia si presenta rivelando senza equivoci la sua”stirpe” – ogni introito ha una sua propria fisionomia. Suscepimus, ad esempio, è l’unico che raggiunge il mi acuto con una formula d’abbellimento (nomen: do-mi-re), grazie alla quale si evidenzia l’arricchimento della corrispondente sezione in fa. Il duplice porrectus flexus (do-la-do-sol) si trova unicamente nel nostro introito e aiuta a inserirci nella dinamica che dilata il tempio (templi) fino a estenderlo ai confini della terra (fines terre). Quanto i due parametri (locale e universale) siano strettamente collegati, e si richiamino a vicenda, è sottolineato da un’unica e medesima formula cadenzale (tui/terrae: fa-la-sol-fa sol-fa fa). Con un’importante differenza. Nel secondo caso non si può indugiare troppo: “Einsiedeln 121” tra terrae e iustitia annota uno st(atim) che esige la saldatura della coda (iustitia - tua) alla frase precedente.
    Suscepimus è l’introito previsto anche per il 2 febbraio, quando lo stesso testo salmico (47, 10-11) risuona subito dopo nel responsorio graduale. In questa angolazione si comprende meglio la traduzione latina (suscipere = accogliere) che si riferisce al gesto del vegliardo Simeone nell’atto di prendere in braccio il bambino Gesù, la rivelazione della misericordia di D-i-o. Cantato nel tempo ordinario, l’introito suggerisce altre connotazioni introdotte dalle “nuove” traduzioni: ricordiamo, andiamo ripensando, pensiamo ... Il centro dell’attenzione è galvanizzato dall’esperienza della misericordia di D-i-o, che era e rimane ancora oggi e sarà anche domani una realtà palpitante e viva, il Signore Gesù Cristo.
    L’episodio di cui parla san Luca con la presentazione al tempio (2, 22-38), rimane attuale sotto molteplici aspetti. Ieri il tempio era pieno di gente pia e osservante, ma del Bimbo si sono accorti soltanto due anziani, con i limiti imposti dalla vecchiaia, ma soprattutto con la ricchezza di un diuturna ricerca di D-i-o. Oggi le chiese non sono più affollate come in passato, ma c’è ancora troppa massa indifferente, a volte senza neppure l’interesse dei turisti di passaggio. Lo squallore e la trasandatezza di tante celebrazioni non rivelano lo splendore della liturgia. Forse perché ci si dimentica di due cose: il tempio di D-i-o è tale se trascende i muri di una chiesa. Il che avviene fondamentalmente su due piani. 1] Il tempio più importante del nostro esistere di credenti non è quello interiore edificato dallo Spirito. 2] La liturgia che celebriamo nel tempo è azione dello Spirito se riflette a) quanto si vive nel tempio interiore del cuore e 2) si apre alla realtà futura, in qualche modo anticipandola. Allora il presente accoglie passato e futuro; l’edificio di culto si dilata e raggiunge i confini della storia; la liturgia respira con un ritmo universale.
    Di questa vitalità sono testimoni i cantori, nella misura in cui realizzano quanto affermano con un inno quaresimale: Dei fide qua vivimus / spe perenni qua credimus / per caritatis gratiam / Christi canamus gloriam.


    Gradual Responsorial Esto mihi in Deum protectorem Salmo 71 (70), 3.1

    Sêde a minha protecção e o refúgio onde me acolho. Vós prometestes salvar-me, pois sôis o meu rochedo e a minha fortaleza. Em Vós, Senhor, me refugio: jamais serei confundido. 


    • Nos anos ímpares, à 2ª feira, canta-se o gradual Angelis suis.
    • Nos anos pares, à 5ª feira, canta-se o Ostende nobis.



    No Domingo do ano A canta-se a Alleluia Venite ad me, aqui na voz do Pedro francês.

    Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.
    cf. Mt 11, 28




    Nos outros dias canta-se a Aleluia Magnus Dóminus:



    Nos anos pares, à 5ª feira, canta-se o Alleluia Ostende nobis.

    Partituras para cantar as Leituras (do Ano A) em português



    Ofertório Populum humilem, Salmo 17,28,32, aqui cantado pelo Pedro francês:

    O pôvo humilde Tu salvarás, Senhor, e os olhos dos soberbos humilharás: porque quem é Deus senão Tu, Senhor? V. O meu clamor, na presença dele, entrou nas orelhas dele. O meu libertador das gentes iracundas: dos que se insurgirem contra mim me exaltarás.




    Lêde tão-bem o comentário de Tiago Barófio à antífona de Comunhão Gustate et videte (.PDF)


    No Domingo do Ano C, canta-se Dico vobis gaudium, aqui na voz do francês:



    Tecto da Igreja do Santíssimo Sacramento, em Lisboa.

      Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

      Por favor comentai dando a vossa opinião ou identificando elos corrompidos.
      Podeis escrever para:

      capelagregorianaincarnationis@gmail.com

      Print Desejo imprimir este artigo ou descarregar em formato PDF Adobe Reader

      Esta ferramenta não lida bem com incrustrações do Sribd, Youtube, ou outras externas ao blog. Em alternativa podeis seleccionar o texto que quiserdes, e ordenar ao vosso navegador que imprima somente esse trecho.

      PROCURAI NO BLOG