quarta-feira, 6 de abril de 2011

A beleza: elemento essencial da acção litúrgica

Monsenhor Guido Marini, a cujos ensinamentos já fizemos aqui referência, em entrevista concedida a um jornalista polaco, fala, entre outras coisas, de modo eloquente e inspirado, sobre o papel absolutamente central da beleza na liturgia.

Aqui publicamos um excerto dessa entrevista, por nós traduzido a partir do que encontrámos no blogue Sancta Missa em castelhano, que por sua vez se socorreu do blogue Gaudium Press:
Mons. Guido Marini ressaltou o papel da beleza na liturgia, beleza que constitui “uma rica categoria litúrgica e teológica”: “Assim como no resto da Revelação cristã, a liturgia está intrinsecamente vinculada à beleza: é ‘veritatis splendor’ [esplendor da verdade]. (…) Isto não é um mero esteticismo mas sim o modo concreto em que a verdade do amor de Deus em Cristo chega ao nosso encontro, nos atrai e nos deleita, permitindo-nos sair de nós mesmos e levando-nos até à nossa verdadeira vocação, que é o amor. A maior e verdadeira beleza é o amor de Deus, que em definitivo se nos revelou no mistério pascal”, disse.
“A beleza da liturgia é parte deste mistério - continuou o Monsenhor -, é uma expressão sublime da glória de Deus e, em certo sentido, um reflexo do céu na terra. A Beleza, então, não é um mero adorno, mas um elemento essencial da acção litúrgica, já que é um atributo de Deus Ele mesmo e sua revelação.”
E:
Sobre o uso do latim na liturgia, recomendado pelo Concílio Vaticano II, Mons. Marini destacou o seu carácter de universalidade e o papel de comunhão que pode desempenhar entre os fiéis das mais diversas nacionalidades, entre otros.
“Acima de tudo, temos um grande legado litúrgico em Latim: desde o canto gregoriano à polifonia, assim como os ‘testi venerandi’ [textos venerandos] que os cristãos utilizaram durante muito tempo. Ademais, o Latim permite-nos mostrar a catolicidade e a universalidade da Igreja. Podemos experimentar esta universalidade de uma maneira única na Basílica de São Pedro e noutros encontros internacionais quando homens e mulheres de todos os continentes, nacionalidades, idiomas, cantam e rezam no mesmo idioma. Quem não se sentirá como se estivesse em casa quando se encontrar numa igreja no estrangeiro e puder unir-se aos seus irmãos na fé, ao menos nalguns momentos, utilizando o latim?”, manifestou.


Trechos traduzidos:
Mons. Guido Marini resaltó el papel de la belleza en la liturgia, belleza que constituye “una rica categoría litúrgica y teológica”: “Al igual que el resto de la Revelación cristiana, la liturgia es intrínsecamente vinculada a la belleza: es ‘veritatis splendor’ [esplendor de la verdad]. (…) Esto no es mero esteticismo sino el modo concreto en que la verdad del amor de Dios en Cristo llega a nuestro encuentro, nos atrae y nos deleita, permitiéndonos salir de nosotros mismos y llevándonos hacia nuestra verdadera vocación, que es el amor. La mayor verdadera belleza es el amor de Dios, que definitivamente se ha revelado a nosotros en el misterio pascual”, dijo.
“La belleza de la liturgia es parte de este misterio -continuó Monseñor-, es una expresión sublime de la gloria de Dios y, en cierto sentido, un reflejo del cielo en la tierra. La Belleza, entonces, no es un mero adorno, sino un elemento esencial de la acción litúrgica, ya que es un atributo de Dios mismo y su revelación.”
Sobre el uso del latín en la liturgia, recomendado por el Concilio Vaticano II, Mons. Marini destacó su carácter de universalidad y el papel de comunión que puede desempeñar entre fieles de las más diversas nacionalidades, entre otros.
“Por encima de todo, tenemos un gran legado litúrgico en el Latín: desde el canto gregoriano a la polifonía, así como los ‘testi venerandi’ [textos sagrados] que los cristianos han utilizado durante mucho tiempo. Además, el Latín nos permite mostrar la catolicidad y la universalidad de la Iglesia. Podemos experimentar esta universalidad de una manera única en la Basílica de San Pedro y en otras reuniones internacionales cuando hombres y mujeres de todos los continentes, nacionalidades, idiomas, cantan y oran en el mismo idioma. ¿Quién no se sentirá como en casa cuando están en una iglesia en el extranjero y pueden unirse a sus hermanos en la fe, al menos en algunos momentos, utilizando el latín?”, manifestó.

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