domingo, 28 de outubro de 2012

«Donde se canta o salmo responsorial?»

Através do website do Secretariado Nacional de Liturgia de Portugal:
Pergunta: 
O salmista deve cantar o salmo do ambão ou do seu lugar no coro, caso faça parte deste? 
Resposta: 
_                                           .
RG: Responsoriale Graduale
_                     .
V: Versiculus
O lugar habitual donde o salmista deve cantar o salmo responsorial é o ambão. Porquê? Primeiro porque o texto do salmo é uma leitura da palavra de Deus, ainda que em verso, com a mesma dignidade das outras leituras em prosa, e estas devem proclamar-se do ambão [“Na celebração da Missa com o povo, as leituras proclamam-se sempre do ambão” (IGMR 58)]; segundo porque o ambão é um lugar elevado, donde o salmista pode ser visto em melhores condições por toda a assembleia; terceiro porque, regra geral, o ambão dispõe dos meios técnicos necessários (microfone, iluminação própria) para que o salmista possa ler sem dificuldade e seja bem escutado em todo o espaço celebrativo: “A dignidade da palavra de Deus requer que haja na igreja um lugar adequado para a sua proclamação e para o qual, durante a liturgia da palavra, convirja espontaneamente a atenção dos fiéis... Do ambão são proferidas unicamente as leituras, o salmo responsorial e o precónio pascal” (IGMR 309). 
Mas será apenas do ambão que o salmista pode cantar o salmo responsorial? Feita assim a pergunta, a resposta terá de ser mais matizada, pois a Instrução geral diz, noutro lugar: “O salmista ou cantor do salmo, do ambão ou de outro sítio conveniente, recita os versículos do salmo” (IGMR 61). Apesar do ambão continuar a ser citado em primeiro lugar, a verdade é que se acrescenta, como alternativa, ou de outro sítio conveniente. Que outro sítio conveniente será este? Talvez o coro, caso o salmista faça parte dele. Mesmo em tal caso, porém, julgo preferível que o salmista se desloque do coro para o ambão. Assim o tenho visto fazer em Fátima, nos Encontros Nacionais de Pastoral Litúrgica, promovidos pelo Secretariado Nacional de Liturgia, sempre que o salmista de determinada celebração está integrado no coro.
Um colaborador do SNL 
(BPL 135-136)

domingo, 14 de outubro de 2012

«Uso de CDs nas celebrações»

Pergunta: Gostaria de uma orientação sobre o uso de CDs nas celebrações, por exemplo, na coroação de Nossa Senhora. 
Resposta: Penso que a celebração à qual a consulente se refere é a Coroação da Imagem da Virgem Santa Maria, que vem no Ritual da Celebração das Bênçãos (Edição da Conferência Episcopal Portuguesa, p. 563-583). Aconselho-a a ler os respectivos preliminares e a descobrir que se trata de uma celebração muito solene e que exige, da parte de quem a organiza, muita sensibilidade litúrgica. 
Penso também que a consulente é brasileira (estarei enganado?), pelo que terá que confrontar a resposta que aqui lhe dou, com as possíveis orientações dos bispos do Brasil, quanto ao uso de música gravada na liturgia.  
Faço, primeiro, as seguintes observações gerais: 1) nem toda a música serve para ajudar à oração e exprimir os mistérios celebrados na liturgia; 2) A Coroação da Imagem da Virgem Maria não é a Celebração da Missa: esta exige mais cuidados; 3) Apesar disso não devemos banalizar nenhuma celebração litúrgica. 
Assim, dir-lhe-ia: Primeiro: utilizar música de um CD como ambientação para uma celebração da Coroação da Imagem da Virgem Maria (isto é, antes da celebração) ou como prolongamento da mesma (isto é, depois da celebração), desde que se trate de música litúrgica relacionada com Nossa Senhora, e se possível até com a celebração em causa, penso que é perfeitamente legítimo, porque tal tipo de música está previsto, por exemplo, na celebração das Missas com crianças: “Pode-se empregar música gravada nas missas com crianças, de acordo com as normas fixadas pelas Conferências Episcopais” (EDREL 2791). Ora se a música gravada é legítima nesses dois momentos da Missa com crianças (como ambientação e como prolongamento), como não o seria na celebração de que estamos a falar? 
Segundo: utilizar música de um CD durante a própria celebração, isso não se deve fazer nunca, porque uma celebração, qualquer que ela seja, é um acto vivo da nossa fé, feito por pessoas vivas, e não uma montagem audio-visual. Acto vivo, dirigido a Deus que é o Vivente, Aquele que vive sempre, exige vozes vivas, música viva, actores vivos, textos vivos... e não pessoas, vozes, actores, textos ou músicas “enlatadas”, ou “de conserva”. Flores naturais, mesmo que não sejam muito bonitas, são sempre muito mais belas do que flores artificiais. Aliás, estas estão sempre proibidas na liturgia. 
Não sei se me fiz entender pela consulente. Para Deus e para Nossa Senhora nunca escolha coisas postiças, guardadas em conserva. Ofereça-lhe o que sai dos seus lábios, do seu coração, coisas frescas, como água que saltita da nascente... mesmo que não sejam tão eruditas, tão correctas formalmente falando, tão bonitas ou tão bonitinhas. 
Há tanta coisa bela, entre os cânticos litúrgicos dedicados à Mãe de Deus, e que podem utilizar-se numa celebração da coroação da sua imagem, que seria impróprio de cristãos substituí-los por outros cantados sabe-se lá por quem. 
Poder-me-á responder: o problema é que ninguém sabe cantar coisas dessas naquele momento. Então ofereçam a Nossa Senhora a vossa pobreza, mas não tentem enganá-la, querendo mostrar-lhe que sabem cantar e tocar muito bem. 
Um colaborador do SNL 
(BPL 141-142)

domingo, 19 de agosto de 2012

61ª Semana de Estudos Gregorianos



Recomendamos vivamente a todos os interessados em música sacra litúrgica a frequência deste curso completo e leccionado por experientes docentes. Uma óptima desculpa para desfrutar da bela cidade de Viseu. Mais informações no site do Centro Ward - Júlia d'Almendra:

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Out, 4 a 7 - XV Jornadas Internacionais “Escola de Música da Sé de Évora". INSCRIÇÕES ABERTAS!




Direcção Artística: Pedro Teixeira


Conferencista: Paulo Estudante
- Orientação dos ateliers por: Peter Phillips, Armando Possante e Paulo Lourenço
Pianista: Nicholas McNair.
 Dia 6, 18h30 – Concerto por “Officium – Grupo Vocal”, direção de Pedro Teixeira Dia 6, 21h30- Concerto por “Contrapunctus” (Inglaterra), direção de Owen Rees  Dia 7, 17h00 – Concerto de Encerramento (Coro Polifónico Eborae Mvsica, direção de Pedro Teixeira, e Coro dos Participantes, direção de Peter Phillips, Armando Possante e Paulo Lourenço 
Contactos: Eborae Mvsica - Apartado 226 - 7001-901 Evora - T 266746750
eboraemusica@mail.evora.net
Locais: Convento dos Remédios e Sé de Évora (Concertos) 
Inscrições Abertas! 

VER ABAIXO PROGRAMA E FICHA DE INSCRIÇÃO: 

4 a
 7 Outubro de 2012 - XV Jornadas Internacionais "Escola de Música da Sé de Évora"Locais: Convento dos Remédios e Sé de Évora
OBJECTIVOS:- Divulgar o espólio da escola de Música da Sé de Évora (sécs. XVI e XVII), (Frei Manuel Cardoso, Duarte Lobo, Diogo Dias Melgaz, Estêvão Lopes Morago, etc…); - Dar a conhecer formas de abordagem diferentes deste reportório;- Aprofundar técnicas vocais de interpretação;
- Criar um espaço de intercâmbio de saberes, vivências e culturas;
- Criar um espaço de abertura à participação da Comunidade;- Estudar e interpretar partes da "Missa Cantate Domino" a 8 vozes, de Duarte Lobo Destinatários: Directores de Coros, Membros de Coros, Profissionais e Amadores de Canto, Professores de Educação Musical, Outros. - Conferêncista: Paulo Estudante
- Orientação dos ateliers por: Peter Phillips, Armando Possante e Paulo Lourenço
Pianista: Nicholas McNair.
 

XV Jornadas Internacionais “Escola de Música da Sé de Évora”
Programa
 4 OUT 9,00 h - Abertura do Secretariado
9,30 h - Sessão de Abertura
10,00 h – Pausa para Café
10,15 h – Conferência pelo Professor Paulo Estudante “ Vozes e charamelas no seio das igrejas ibéricas dos séculos XVI e XVII”
11,00 h – Atelier conjunto
12,30 h – Almoço
14,15 h – Visita guiada pelo Dr. Jorge Raposo ao Museu de Arte Sacra (antigo Colégio dos Moços da Sé de Évora) e  obras dos Arquivos da Sé de Évora
15,30 h – Audições para o Atelier “Aprofundamento da Interpretação”
16,00h – 18,30h – Atelier conjunto
19h00 – 21h00 - Atelier “Aprofundamento da Interpretação”  
                                                                                                  
5 OUT 9,00 h - Ateliers              
(Os participantes, divididos em grupos, trabalharão 
partes da “Missa Cantate Domino” a 8 vozes, de Duarte Lobo, sob a  direção dos vários Maestros)
12,15 h – Almoço
13,45 – 15,30 h – Ateliers
15,30h – Pausa para café
16,00h – 17h00 - Conversa com os Maestros          
17,00h – 18,30h - Atelier “Aprofundamento da Interpretação”
20,00h – Jantar Convívio (facultativo)
6 OUT 
9,00h – Ateliers
12,30h – Almoço
14,00h – 16,30h – Ateliers
16h30 – Pausa para café
16h45 – 17h45 - Atelier “Aprofundamento da Interpretação”
18h00 – Concerto na Sé de Évora              
“Officium”- Grupo Vocal
Direção : Pedro Teixeira
21h30 – Concerto na Sé de Évora“Contrapunctus”
Direção : Owen Rees     
 
7 OUT 9,30h – 12,30h – Ateliers
12,30h – Almoço
14,30h- 16,00h – Ensaios (Sé de Évora)
17,00h – Concerto Final na Sé de Évora (traje apropriado)(participação do Coro Polifónico “Eborae Mvsica”, direcção de Pedro Teixeira)              
Encerramento oficial das Jornadas e distribuição de Certificados 
de Participação
CONTACTO: Associação Musical de Évora - Eborae MvsicaConvento dos Remédios, Av. S. Sebastião Apartado 2126, 7001 - 901 Évora Portugal eboraemusica@mail.evora.net eboraemusica@mail.evora.net Telef: (+351) 266 746 750 Fax: (+351) 266 701 359
FICHA DE INSCRIÇÃO:

Apelido__________________________ Nome______________________ Morada___________________________
E-mail_____________________ Duração da experiência de Canto___________ Naipe_______________________________________________________
Leitura de partituras - Sim ou Não___ Formação Musical Sim ou Não____
Taxa de Inscrição: Participante activo 90€; Atelier "Aprofundamento de Interpretação" + 20€ (a participação neste atelier depende da audição no 1.º dia). Ouvinte 50€; Almoço incluido;
Após 31 de Julho e até 15 de Setembro acréscimo de 15€.
Pagamento com cheque n.º_____________________sobre__________ à ordem de Eborae Musica na importância de____________________, em anexo, ou transferência para a conta n.º 029700036507230 Caixa Geral de Depósitos, (NIB 003502970003650723076).

sábado, 19 de maio de 2012

CD «VOICES: Chant from Avignon»

Por apenas 6,50 €
A comunidade de freiras Beneditinas de Nossa Senhora da Anunciação, fundada em 1979, instalou-se em Le Barroux, perto de Avinhão na Provença em França. A construcção do convento teve início em 1986, e a 12 de Maio de 2005, o Cardeal Medina Estevez, enviado especial do Papa Bento XVI, consagrou a Igreja da Abadia.

As irmãs levam uma vida contemplativa, afastada do mundo e consagrada à oração e ao trabalho, segundo a regra de S. Bento (século VI). O convento está rodeado de pomares, vinhas, olivais, e campos de lavanda, cultivados pelas irmãs, que também praticam as artes monásticas da encadernação, publicação de livros e CDs, produção de compotas, manufactura de roupas para crianças e paramentos litúrgicos bordadas em seda.

A sua oração de louvor e intercessão pelo mundo é cantada em canto Gregoriano, sete vezes por dia e uma à noite. Trata-se da antiga oração da Igreja, que presta homenagem a Deus, hoje. A meditação da Palavra de Deus e a caridade fraterna das irmãs contribui para a unidade da sua vida, reflectida na unidade das suas vozes e na beleza do seu Canto.

O canto Gregoriano ajuda-nos a pormo-nos na presença de Jesus, Nosso Senhor; não apela tanto aos sentidos como à alma; faz-nos avançar muito mais do que outras formas de música, humanas; proclama aquilo de que as pessoas do século XXI mais necessitam, uma mensagem de fé e alegria infinitas: Deus ama-nos com um amor para além do racional, e nós conseguimos encontrar o sentido para a vida se respondermos que sim a esse amor.



Conteúdos do CD:
  1. Invitatório Surrexit Dominus vere & Salmo 94
  2. Intróito Exsurge (Salmo 43,23-26)
  3. Oratio Jeremiae Prophetae (Lamentações 5,1-11)
  4. Sinos do Angelus ao meio-dia
  5. Sequência Dies irae (Missa pelos mortos)
  6. Tracto Commovisti (Salmo 59,4.6 - Missa do 2º Domingo da Quaresma)
  7. Ofertório Recordare (Jeremias 18,20 - Missa do 28º Domingo do Tempo Comum)
  8. Aleluia Oportebat pati Christum (Lucas 24,46 - 2º Aleluia da Missa do 3º Domingo da Páscoa)
  9. Aleluia Cognoverunt (Lucas 24,35 - 1º Aleluia da Missa do 3º Domingo da Páscoa)
  10. Comunhão Panis quam ego dedero (João 6,52 - Missa do 19º Domingo do Tempo Comum, anos A e C)
  11. Hino Adoro te devote (S. Tomás de Aquino † 1274 - Adoração do Santíssimo Sacramento)
  12. Intróito Esto mihi (Salmo 30,3.4 - Missa do 6º Domingo do Tempo Comum)
  13. Ofertório In te speravi (Salmo 30,15.16 - Solenidade da Sagrada Família de Jesus, Maria e José)
  14. Sequência Veni Sancte Spiritus (attr. Stephano Langton séc. XII/XIII - Missa durante o dia do Domingo de Pentecostes)
  15. Antífona Ubi caritas (1 João 2,3.4 - Ofertório da Missa Vespertina da Ceia do Senhor na 5ª Feira Santa)
  16. Antífona Nonne cor & Magnificat (Lucas 24,32 e 1,46-55 - Liturgia das Horas)
  17. Responsório Regnum mundi (Cantado pela freira ao fazer o seu voto definitivo pela vida monática)
  18. Gradual Christus factus est (Filipenses 2,8.9 - Missa do Domingo de Ramos e na 6ª Feira da Paixão)
  19. Ofertório Dextera Domini (Salmo 117,16.17 - Missa da Vigília Pascal e do 3º Domingo do Tempo Comum)
  20. Antífona Alleluia & Salmo 116 
  21. Hino Benedictus es (Daniel 3,52-56)
  22. Sinos a repique

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Bento XVI: «Giuseppe Verdi contempla o Cristo encarnado, que abre o reino dos céus»

[S]exta-feira, 11 [de de Maio], a Sala Paulo VI foi palco de um concerto oferecido por Giorgio Napolitano, presidente da República Italiana, em homenagem ao Santo Padre Bento XVI, por ocasião do sétimo aniversário de seu pontificado.

A Orquestra e Coro do Teatro da Ópera de Roma, dirigidos respectivamente pelo maestro Riccardo Muti e pelo Maestro Roberto Gabbiani, executaram o Magnificat em Sol menor, RV 611, de Antonio Vivaldi, e o Stabat Mater e o Te Deum das Quatro Peças Sacras de Giuseppe Verdi.

(...)

O Magnificat [de Antonio Vivaldi] que ouvimos é o cântico de louvor de Maria e de todos os humildes de coração, que reconhecem e celebram com alegria e gratidão a ação de Deus na sua vida e na história. Deus tem um "estilo" diferente do estilo do homem, porque ele se coloca ao lado do homem para lhe dar esperança. E a música de Vivaldi expressa o louvor, a exultação, a gratidão e também a admiração diante da obra de Deus, com uma extraordinária riqueza de sentimentos: do solene coral no início, no qual se encontra toda a Igreja que venera o Senhor, até ao "Et exultavit" e ao belíssimo coral do "Et misericordia", onde a música pousa com ousadas harmonias, ricas de modulações inesperadas, que nos convidam a meditar sobre a misericórdia do Deus fiel, que se estende a todas as gerações.


Já com as duas peças sacras de Giuseppe Verdi, que escutamos, o registro é outro: nos deparamos com a dor de Maria ao pé da cruz. Stabat Mater dolorosa. O grande compositor italiano, assim como tinha manifestado a tragédia de tantos personagens em suas obras, aqui penetra no drama de Maria, que contempla o Filho na cruz. A música se torna mais essencial, quase "agarrando-se" às palavras para expressar da maneira mais intensa possível o seu conteúdo, numa vasta gama de sentimentos. Basta pensar no doloroso sentimento de "piedade" com que a sequência começa; no dramático "Pro peccatis suae gentis"; no sussurrado "dum emisit spiritum"; nas invocações corais carregadas de emoção, mas também de serenidade, dirigidas a Maria, "fons amoris", para podermos compartilhar da sua dor de mãe e fazer os nossos corações arderem de amor por Cristo, até a última estrofe, súplica intensa e poderosa a Deus para que a alma receba a glória do Paraíso, aspiração última da humanidade.

O Te Deum também é um subseguir-se de contrastes, mas o foco de Verdi no texto sagrado oferece uma interpretação diferente da tradição. Ele não vê tanto o canto de vitórias e de coroações, mas uma sucessão de situações: a euforia inicial, "Te Deum", "Sanctus"; a contemplação do Cristo encarnado, que liberta e abre o Reino dos Céus; a invocação ao "Judex Venturus" para que tenha misericórdia e, finalmente, o grito repetido pelo soprano e pelo coro, "In te, Domine, speravi", que fecha a peça, quase um pedido do próprio Verdi de esperança e luz no último trecho da vida. As peças que ouvimos esta noite são as últimas duas composições escritas pelo autor, não destinadas à publicação, mas escritas para si próprio. Mais ainda: ele queria ter sido sepultado com a partitura do Te Deum.

Por favor comentai dando a vossa opinião ou identificando elos corrompidos.
Podeis escrever para:

capelagregorianaincarnationis@gmail.com

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