sábado, 5 de março de 2016

AULAS de MÚSICA SACRA no ALGARVE

Objectivos: Formar Cantores
para a Santa Missa e a Liturgia das Horas,
Segundo os Ensinamentos do Magistério
e a Tradição da Igreja Católica.
 Matérias: Canto Gregoriano, Solfejo Medieval,
Língua Latina, Polifonia Antiga.

Não é necessária formação musical prévia.

Inscrições: Contactar Francisco Vilaça Lopes




Portimão \ Música Sacra \ Ferragudo \ Polifonia \ Mexilhoeira Grande \ Música Erudita \ Alvor \ Música Antiga \ Lagoa \ Órgão de Tubos \ Estômbar \ Técnica Vocal \ Monchique \ Solfejo \ Silves \ Composição \ Parchal \ Canto a capella \ Salmo Responsorial \ Oração dos Fiéis \ Latim \ Carvoeiro \ Canto acompanhado \ Aulas individuais \ Odiáxere \ Aulas em grupo \ Lagos \ Academia \ Porches \ English-speaking \ Loulé \ Francofone \ Albufeira \ Anglican Mass \ Armação de Pêra \ Faro \ Missa Tridentina \ Aljezur \ Forma Extraordinária do Rito Romano \ Sagres \ Partituras \ Vila do Bispo \ Combate ao Stress \ Praia da Luz \ Meditação \ Igreja Matriz \ Tavira \ Órgão Histórico \ Igreja de São Lourenço em Almancil \ Órgãos Ibéricos \ Olhão \ Claves \ Vila Real de Santo António \ Odemira \ Zambujeira do Mar \ Festival Med

sábado, 20 de fevereiro de 2016

2016 Cursos de Canto Gregoriano, Polifonia e Órgão de Tubos para Músicos Litúrgicos [ACTUALIZADO]

2016

Agosto

Julho

Junho

Abril

Março

Previstos, ainda sem data

Permanentemente

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Ladainha de Nossa Senhora em Língua Portuguesa


Salvé, Maria Imaculada, Santa Mãe de Deus!

Com muita alegria, apresentamos esta Ladainha para ser cantada! Foi inspirada na Ladainha de Todos os Santos (Litaniae Sanctorum), usual na Liturgia do Rito Romano. O Tom original, com o texto em latim, encontra-se à página 831 do Graduale Romanum para o Rito Ordinário. O Graduale referido pode ser encontrado, em pdf, aqui.

A partitura gregoriana da Ladainha pode ser encontrada neste elo. E, para quem quiser ouvir, para melhor aprender, o áudio pode ser acessado aqui. Quem se interessar pode acessar a mesma Ladainha em Solmização neste elo.

A Ladainha de Nossa Senhora em Língua Portuguesa é um dos frutos do trabalho da Turma do Gregoriano em Linha. Um convite fica a quem estiver interessado!

Quem achar interessante o uso desta Ladainha, e porventura a utilizar, tenha a bondade de gravar-nos e enviar-nos para que possamos partilhar no Blog!

No partitura também temos o Sub Tuum Praesidium, À Vossa Proteção. Uma oração muito bela, que, assim como a Ladainha, é enriquecida de Indulgência Parcial! 

Como fruto de pesquisas, foram encontradas outras duas versões da Ladainha de Nossa Senhora, em latim. São versões um pouco mais complexas, mas também belíssimas, das quais desconhecemos adaptações para a Língua Portuguesa. O livro onde pode-se encontrá-la é o Liber Usualis 1957 da página 1961 à 1966. Quem se interessar, fica convidado a ver o Liber Usualis neste elo. Há também à página 419ss deste Antiphonale uma outra belíssima versão em Latim.

domingo, 20 de dezembro de 2015

As Respostas Polifónicas do Primeiro Grau - Introdução à Polifonia da Renascença

Hoje introduzir-nos-emos à Polifonia do Renascimento, género musical que éconsiderado pelo Magistério como sendo o mais sacro para a Liturgia Latina, depois - claro está - do Canto Gregoriano. Mas por onde começaremos? Por onde nos indica, precisamente, o Magistério, que é a via mais simples e segura.

Diz-nos a instrução Musicam Sacram de 5 de Março de 1967, publicada pela Sagrada Congregação dos Ritos e aprovada pelo Papa Paulo VI durante o Concílio Vaticano II, que na Missa há três graus de participação activa relativamente ao uso da música. O primeiro grau inclui as secções mais importantes da Missa e que deverão ser cantadas com prioridade. No canto do segundo grau apenas devem ser investidos esforços se o primeiro grau estiver satisfeito, e o mesmo sucede para o terceiro grau em relação ao segundo (excepto excepções excepcionais).

Já várias vezes disse isto em relação ao Canto Gregoriano: os tons e as respostas do primeiro grau são muito simples, curtas, sempre iguais e repetem-se ao longo duma mesma cerimónia; já os cânticos do segundo grau (ordinarium missae) exigem relativamente maior dificuldade por serem mais longos e ornados, mas o texto, permanecendo igual ao longo do ano litúrgico, é passível de manter-se com uma mesma melodia enquanto durar um tempo litúrgico, e variar como variam as côres dos paramentos; finalmente, o terceiro grau (proprium missae) varia todos os dias e é extremado na ornamentação.

O mesmo podemos dizer da Polifonia do Renascimento. Para os poucos córos litúrgicos que podem aventurar-se no reportório polifónico, não faz sentido querer preparar um motete para o Domingo de Ramos, que só será cantado uma vez no ano, quando nunca se cantou um Kyrie ou um Agnus Dei; e não faz sentido querer preparar um Credo quando não se canta um simples Amen.

Quais são então as orações do primeiro grau? Enumera-as o referido documento conciliar:
«29. Pertencem ao primeiro grau:
a) nos ritos de entrada:
- a saudação do sacerdote com a resposta do povo;
- a oração;
b) na liturgia da Palavra:
- as aclamações ao Evangelho;
c) na liturgia eucarística:
- a oração sobre as oblatas,
- o prefácio com o respectivo diálogo e o "Sanctus",
- a doxologia final do cânone,
- a oração do Senhor - Pai nosso - com a sua admonição e embolismo,
- o "Pax Domini",
- a oração depois da comunhão,
- as fórmulas de despedida.»

Retirando daqui o que só pode ser cantado pelo Celebrante (e obviamente não pode ser cantado polifonicamente), assim como o Sanctus (cujo nível de dificuldade na práctica pertence ao segundo grau), ficamos com as respostas polifónicas do primeiro grau:
  • Amen, que se canta no fim das orações colecta, sobre as oblatas, depois da comunhão, etc.
  • Et cum spiritu tuo ( = E com o teu espírito. ), que se canta para abençoar o celebrante em vários momentos importantes da Missa tais como antes do Evangelho, antes da consagração, etc.
  • Gloria tibi Domine ( = Glória a Ti, Senhor ) que é a resposta dada imediatamente antes da proclamação do Evangelho
  • Et cum spiritu tuo ... Habemus ad Dominum ( = Temos [os corações] no Senhor. ) e Dignum et justum est ( = É digno e justo [dar graças a Deus] ), do diálogo antes do prefácio da oração eucarística.
  • Sed libera nos a malo ( = Mas livra-nos do mal ), a última e única frase do Pai-Nosso que tradicionalmente é respondida pelo pôvo.
Muito bem. E onde se encontra este reportório? Quais as versões polifónicas da Renascença para estes textos?

[Actualização: a técnica do Fabordão]

Eu, sendo português, sou da opinião que devemos preferir sempre que possível as composições feitas em Portugal e/ou por autores Portugueses no Estrangeiro, pois essas são as que mais nos informam sobre a nossa própria tradição religiosa e litúrgica: quais os tempos e as festas com mais devoção, quais os textos escolhidos localmente para cada oração, qual o tratamento musical dado a cada texto, qual o número de vozes mais frequentemente escolhido, etc.. Desde a Reconquista aos muçulmanos que o reportório sacro português sempre sofreu influências doutros países, mas soube também criar uma identidade própria, e o vasto reportório polifónico de altíssima qualidade que chegou até nós é disso mesmo prova.

Para os nossos leitores do Brasil, creio que o mesmo raciocínio é de aplicar, uma vez que nesta época se estava dando a primeira missionação do território, o que no plano musical consistiu inicialmente na importação do reportório musical sacro praticado na Europa, sobretudo em Portugal. Existem, aliás, alguns códices antigos no Brasil que testemunham este facto, e muitos outros por estudar, que certamente mostrarão composições dêste período criadas originalmente no Brasil, mas para já não conheço nenhuma. Mas saíndo do Renascimento, e entrando no século XVII e seguintes, aparecem muitas composições originais de Brasileiros, ora com forte influência das obras renascentistas anteriores, ora da música que entretanto evoluíra na Europa, ora apresentando aspectos verdadeiramente originais. Para mais informações, não perder a História da Música Brasileira do Maestro Ricardo Canji.

Quanto às edições a usar, sou da opinião que devemos evitar as transcrições para a notação musical moderna. Embora muito difundida, esta notação não é a mais adequada para a música do Renascimento, principalmente porque a escrita dos compassos pode induzir em erro o cantor, habituado a acentuar as primeiras notas de cada compasso. Para além disso, as notas são relativamente pequenas, o que obriga a que todos carreguem papel durante o canto, e a colocação do texto é sempre uma opção do editor, por vezes questionável. Também resulta numa escrita menos económica uma vez que os silêncios das vozes obrigam a grandes vazios nas pautas quando estas são organizadas em sistemas. Não obstante, estas transcrições não deixam de ser muito úteis, por exemplo, para tanger o órgão.

Pelo contrário, para o canto, muito mais apropriada é a notação musical usada na Alta Idade Média e no Renascimento, a chamada notação mensural branca: mensural porque, contrariamente ao canto gregoriano, em que cada nota poderia ter um valor próprio em função do texto, na notação polifónica cada nota tem um valor "medido", ou seja convencionado numa relação aritmética simples com a unidade de tempo definida pela regência do maestro e aplicável a todas as diferentes vozes do agrupamento; e branca, porque, contrariamente aos neumas do canto gregoriano, que são todos preenchidos com tinta, os neumas da escrita polifónica não são preenchidos (na maioria dos casos), sendo só desenhado o seu contorno, com o objectivo de não causar borrões nem de a tinta passar para o verso do fólio (o outro lado da página).

Esta notação é superior para a escrita e interpretação da polifonia do Renascimento, por várias razões. Desde logo porque é a original, aquela na qual o compositor pensou a obra. Também, à semelhança dos códices gregorianos, apresenta as letras maiúsculas iniciais ricamente ornadas com motivos piedosos e musicais, que alegram o cantor, bem como o custos (guardião) no final de cada pauta, que o recorda de qual a nota a cantar de seguida. Depois, não mostra as vozes em sistema, mas cada uma no canto do campo visual quando se tem o livro aberto:
  • superius / cantus no canto superior esquerdo, isto é na metade superior da página esquerda
  • [contratenor] altus no canto sup. dt.º, i.e. na met. sup. da pág. dt.ª
  • tenor no canto inf. esq.º, i.e. na met. inf. da pág. esq.ª
  • e [contratenor] bassus no canto inf. dt.º, i.e. na met. inf da pág. esqª
Assim separadas as vozes, são óbvias várias vantagens:
  • A notação polifónica aproxima-se do canto gregoriano, o que faz o cantor descobrir na sua própria melodia o ritmo que dela emana, e não o do compasso.
  • Os silêncios ocupam pouco espaço, e as notas estão todas encostadinhas, economizando papel.
  • As notas são maiores, o que facilita a leitura à distância e dá ao cantor um incentivo difícil de explicar por palavras (maior audácia?).
  • Permite que todos cantem pela mesma partitura na estante / facistol, não havendo ruídos do manuseamento do papel durante a liturgia, nem preocupação se estamos na página certa ou não, nem de distribuir folhas nos ensaios e liturgias.
  • A partitura única, por sua vez, obriga os cantores a estarem próximos, com boa postura, a ouvirem-se e a apoiarem-se mutuamente nas intensidades do som, "como as pedras duma catedral" (fundamental).
Onde obter, então, estas partituras? Hoje apontarei um recurso valiosíssimo: a Base de Dados da Música Antiga Portuguesa, mais conhecida por Portuguese Early Music Database (pemdatabase.eu), da responsabilidade do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É de registo gratuito e permite consultar várias centenas de páginas de manuscritos antigos de música sacra, Canto Gregoriano e Polifonia do Renascimento, em fac-simile. Permite pesquisas dirigidas por códice, localização geográfica, século, tipologia litúrgica, compositor, etc.. Só não permite a descarga directa das imagens nem a sua reprodução pública sem autorização prévia.

Para o nosso caso, interessam-nos as respostas (responses) que se encontram num manuscrito do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra de meados do século XVI. Nos seus fólios 018v-019r podemos comtemplar umas belíssimas respostas polifónicas do 1º grau em latim. (Na base-de-dados existem outras 2 versões musicais para os mesmos textos: uma que tem a mesma melodia mas a partitura encontra-se inacabada, e uma outra também inacabada e com melodia diversa)

Como interpretar, então, esta notação? Num postal futuro abordaremos os aspectos mais específicos desta notação musical, mas para já ficam dois princípios familiares à notação quadrada do canto gregoriano:

Clave de C: a linha que passa entre os dois quadrados assinala a corda C.
Clave de F: a linha que atravessa o quadrado do lado esquerdo e passa pelo meio dos losangos do lado direito assinala a corda F.

Continua...

domingo, 13 de setembro de 2015

Antífona de Vésperas: «Cantai ao Senhor um cântico novo»

A antífona gregoriana Cantate Domino canticum novum laus eius ab extremis terrae para as Vésperas da 2ª feira depois do dia 16 de Dezembro no Advento e para a 2ª feira da 4ª semana do Saltério foi agora traduzida literalmente para Português e editada em pelo nosso amigo Felipe Gomes de Souza das Minas Gerais.

O cântico original em Latim encontra-se no Graduale Simplex e no Antiphonale Romanum, e esta nova versão em língua portuguesa é muito simples e fácil de se cantar. Descarregai o PDF e ensaiai com o MP3!

Cantai ao Senhor um cântico novo:
o seu louvor chegue dos extremos da terra! (Isaías 42,10)
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, +
Como era no princípio e agora e sempre, *
E pelos séculos dos séculos. Amém.


Isto e muito mais na nossa colecção de cânticos gregorianos transcritos para o vernáculo de Camões, disponível através das Folhas do Google.

sábado, 12 de setembro de 2015

Processionário Beneditino de Coimbra

O nosso amigo Marco da Vinha dos blogues Una Voce Portugal e Alma Bracarense enviou-nos um códice português de canto-chão do século XVIII. Trata-se do Processionarium monasticum juxta consuetudinem Monachorum Nigrorum Ordinis S.P.N. Benedicti regnorum Portugaliae, ou seja "Processionário monástico segundo o costume dos Monges Negros da Ordem do Nosso Pai São Bento dos Reinos de Portugal", de 1727, no qual se encontrarão muitas coisas boas, velhas e novas!

Deixamos-vos como exemplo as partituras e gravações de dois cânticos familiares, aqui em versões substancialmente distintas das do Graduale Romanum:










domingo, 23 de agosto de 2015

Curso de Canto Gregoriano do Maestro Juan Carlos Ascensio



Decorre na Rádio-Televisão Espanhola um programa sobre canto gregoriano entitulado Sicut luna perfecta, da responsabilidade de João Carlos Ascênsio, maestro do côro gregoriano madrileno Schola Antiqua.
Por trás dêste título esconde-se um fragmento duma peça de canto gregoriano, reportório ao qual está dedicado este programa da manhã de sábado. Estilos, formas, reportórios afins e as vozes actuais do canto litúrgico passarão sucessivamente, ordenados segundo critérios históricos, funcionais e litúrgicos, sem olvidar aspectos pedagógicos, de pervivência do canto gregoriano e de suas transformações em séculos posteriores à sua criação.

Temas:
  1. Sicut luna perfecta...
  2. Desde Milão até aos Magos do Oriente
  3. Do canto romano antigo até Santo Antão
  4. Duelos de cantores: o reportório de Benavento
  5. O canto dos Hispanos
  6. O reportório perdido dos descendentes de Asterix
  7. O mito de São Gregório e o canto que leva o seu nome
  8. Salmodias primitivas e pastores de rebanhos
  9. Cantos com resposta e salmodias quaresmais
  10. Antífonas e mosteiros
  11. Kyries, Glorias e outras penitências
  12. Credos e palmas
  13. A Lua Cheia no Tríduo Sacro
  14. Cantos Pascais
  15. Santos, Cordeiros, Querubins e Serafins
  16. De Ladainhas e Páscoas
  17. Tropos, Páscuas, e Flores de Maio
  18. Mais tropos, mais páscoas... e mais flores de Maio (II)
  19. Mais tropos, mais páscoas... e mais flores de Maio (III) 
  20. Espíritos (santos)... e seqüências
  21. Mais seqüências... e as últimas flores de Maio
  22. Dramas (litúrgicos) e Corpos (místicos)
  23. Outros cantos desconhecidos
  24. As Historiae ou Ofícios Rítmicos
  25. Ite missa est... Benedicamus Dominocontinua....
Uma excelente oportunidade para aprender escutando, através do sítio da RTVE.

sábado, 15 de agosto de 2015

O Texto no Canto Gregoriano - M.º Fúlvio Rampi

A primeira aula da Escola de Canto Gregoriano da Academia Coral Teleion, dada a 17 de Junho de 2015, em Cremona em Itália, pelo incrível Fúlvio Rampi, maestro dos Cantori Gregoriani da mesma cidade. Já tem escrito vários artigos, publicado livros, e particado em séries televisivas. O maestro Fúlvio Rampi tem o raro (e mui esforçado) dom de explicar o canto gregoriano de modo a que todos os que o escutam entendam imediatamente que o canto gregoriano é o mais perfeito dos cantos cristãos, e sem dúvida o mais apto a integrar a Liturgia. Dividiu a aula nesta partes:
  • Introdução
  • 1. Escolhas textuais sem intervenções
  • 2. Centonização
  • 3. Ajuntamentos e substituições
  • 4. Reelaboração 
  • Considerações conclusivas






E o meu Graduale Triplex, orgulhosamente gasto!

Por favor comentai dando a vossa opinião ou identificando elos corrompidos.
Podeis escrever para:

capelagregorianaincarnationis@gmail.com

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